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Estado de Minas

Pompeo: Kim Jong Un está "disposto" a convidar inspetores a complexo nuclear norte-coreano


postado em 08/10/2018 05:30

Inspetores internacionais poderão ter acesso ao centro de testes nucleares desmantelado na Coreia do Norte, afirmou nesta segunda-feira o secretário de Estado americano Mike Pompeo, após uma reunião com Kim Jong Un.

O chefe da diplomacia americana também citou "avanços" rumo à desnuclearização.

Pompeo se reuniu com o dirigente norte-coreano em Pyongyang no domingo com o objetivo de acelerar o processo de desnuclearização do país.

"O líder Kim disse que está disposto a permitir que entrem para ver o complexo desmantelado de Punggye-ri", declarou Pompeo.

A Coreia do Norte afirmou ter desmantelado por completo o centro de testes nucleares de Punggye-ri em maio, mas ainda não permitiu que observadores internacionais internacionais tenham acesso ao local para comprovar a afirmação.

Punggye-ri, perto da fronteira com a China, foi o cenário dos seis testes nucleares da Coreia do Norte, incluindo o mais recente e mais potente, em setembro do ano passado.

Os inspetores poderão ter acesso assim que as duas partes alcançarem um acordo sobre a "logística", afirmou Pompeo aos jornalistas em Seul, antes de viajar a Pequim.

A desnuclearização da Coreia do Norte é um "processo longo", disse Pompeo, mas "fizemos avanços significativos".

Também nesta segunda-feira, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, afirmou que o líder norte-coreano se reunirá em breve com os presidentes da China e da Rússia, um novo passo para reduzir a tensão na península coreana.

Na véspera, Moon anunciou que Washington e Pyongyang devem realizar um segundo encontro de cúpula o mais rápido possível.

"Independente da segunda reunião de cúpula Estados Unidos-Coreia do Norte, a visita do líder Kim Jong Un a Rússia e a visita do presidente (chinês) Xi Jinping a Coreia do Norte devem acontecer em breve", disse Moon.

Um encontro entre Kim e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, também é possível, destacou Moon, antes de afirmar: "Uma nova ordem está surgindo na península coreana".

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