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Estado de Minas

Dirigente chavista pede aos EUA que suspenda sanções contra Venezuela


postado em 05/10/2018 19:30

O poderoso dirigente governista Diosdado Cabello pediu nesta sexta-feira (5) aos Estados Unidos que suspenda as sanções econômicas contra a Venezuela, ao vinculá-las com a escassez de alimentos e remédios.

Durante uma concentração de partidários do governo em Caracas, o número dois do chavismo disse que a Venezuela não quer que lhe presenteiem com nada, nem que abram um "canal humanitário", porque não precisa.

"Não pedimos a ninguém que nos dê nada, exigimos ao mundo que acabe com o bloqueio contra a Venezuela e que nos permitam comprar remédios e alimentos para o nosso povo em qualquer parte do mundo", assinalou o político.

Cabello, presidente da Assembleia Constituinte, faz parte das dezenas de hierarcas chavistas sancionados por Washington sob acusações de destruir a democracia, violar os direitos humanos e tráfico de drogas.

Essa proibição fechou à Venezuela praticamente todas as portas ao financiamento internacional, em um momento no qual a produção petroleira caiu ao seu nível mais baixo em três décadas: 1,4 milhão de barris por dia, diante dos 3,2 milhões de 2008.

Os Estados Unidos são o destino de um terço das exportações petroleiras venezuelanas, que, por enquanto, não foram afetadas.

Haveria "menos problema se não tivéssemos um bloqueio do imperialismo americano", afirmou Cabello, indicando que se trata de uma medida "criminal, genocida e terrorista dos Estados Unidos contra o nosso povo".

O dirigente desmentiu mais uma vez que o país enfrente uma "crise humanitária" e disse que é a desculpa do "imperialismo" para uma "intervenção pura e aberta" destinada a ser apropriar da maior reserva de petróleo do mundo.

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