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Estado de Minas

Primeiro-ministro húngaro denuncia 'chantagem' da UE


postado em 11/09/2018 14:30

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, denunciou nesta terça-feira a "chantagem" na União Europeia por causa de sua política linha dura com os migrantes, na véspera de uma votação crucial dos deputados europeus sobre os direitos fundamentais na Hungria.

Além da decisão sobre se o Parlamento Europeu apoia o lançamento do procedimento previsto no artigo 7º do Tratado da União Europeia contra a Hungria, o debate dará uma amostra da campanha para as próximas eleições europeias, travada entre populistas e europeístas, com a migração como pano de fundo.

"Querem condenar a Hungria porque os húngaros decidiram que nosso país não seria um país de migrantes", disse o líder soberanista aos eurodeputados reunidos em Estrasburgo (nordeste da França).

"A Hungria não cederá à chantagem, a Hungria protegerá suas fronteiras", acrescentou.

O Parlamento Europeu solicita ao Conselho, instituição que reúne os países do bloco, que constate um "risco claro de violação grave" aos valores europeus pela Hungria no marco do procedimento do artigo 7, que, em longo prazo, poderá privar Budapeste do seu voto dentro da UE.

A Comissão Europeia, que ativou em 2017 este artigo conhecido como "botão nuclear" contra a Polônia por seu estado de direito, limitou-se a abrir um processo por infracção contra Budapeste por não respeitar a legislação europeia em matéria de asilo, por sua lei sobre o financiamento de ONGs, sua lei de universidades, entre outros.

Orban optou por um discurso soberanista, no qual defendeu sua política migratória - como o levantamento de cercas - como forma de proteger "a Hungria e a Europa", e apelou para as raízes cristãs de seu país.

Com este movimento, o líder eurocético, anti-imigrante e autoritário de 55 anos tenta colocar a migração e o Estado-nação no centro da campanha eleitoral europeia de maio, quando espera "devolver a democracia à política europeia".

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