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Estado de Minas

Manuela D'Ávila retira candidatura do PCdoB para se aliar a Lula


postado em 06/08/2018 16:36

A comunista Manuela D'Ávila retirou sua candidatura pelo PCdoB à Presidência para se apresentar como vice-presidente em aliança com o Partido dos Trabalhadores, informou nesta segunda-feira (6) seu partido à AFP.

D'Ávila, que tem 36 anos e apenas 1% das intenções de votos nas pesquisas, havia lançado sua candidatura presidencial na quarta-feira passada, em Brasília, ocasião em que também pediu uma grande coalizão de esquerda para evitar um novo governo "neoliberal" no Brasil.

Na noite de domingo, o PT designou na o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como o candidato a vice na chapa de Lula da Silva, que se encontra preso e, por isso mesmo, tem sua candidatura ainda em suspenso.

"Vamos com Lula e Fernando Haddad", publicou a conta oficial no Twitter do ex-presidente, que está preso desde 7 de abril em Curitiba para cumprir uma condenação de 12 anos e um mês de prisão, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O PT oficializou a candidatura de Lula, 72 anos, no sábado em sua convenção nacional. No domingo, o partido definiu o candidato a vice-presidente.

A decisão tem a aprovação direta do líder e fundador do partido, que também definiu uma aliança com o PCdoB.

Em função disso, Manuela D'Ávila retirou sua candidatura à presidência para ser a eventual candidata a vice de Haddad, caso a justiça eleitoral venha a impugnar definitivamente a candidatura de Lula.

O ex-presidente (2003-2010), condenado em segunda instância, deve ser considerado inelegível pela justiça.

Lula se declara inocente e afirma que a condenação é parte de uma conspiração para afastá-lo do poder.

O PT registrará sua candidatura em 15 de agosto, último dia do prazo, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deverá decidir em menos de um mês se aceita ou não o registro. Em caso de rejeição, o partido deverá apresentar um substituto, que tudo indica será Haddad.

Apesar de estar preso, Lula lidera as pesquisas de intenção de voto com 30%. O nome de Haddad, no entanto, prefeito de São Paulo entre 2013 e 2017, não aparece bem nas pesquisas sem o nome do ex-presidente e registra apenas 1% de apoio.

Antes de ser prefeito de São Paulo, Haddad foi ministro da Educação nos governos Lula e Dilma Rousseff.

Também no domingo, o deputado federal de extrema-direita Jair Bolsonaro anunciou o polêmico general da reserva Hamilton Mourão como seu candidato a vice-presidente.

Mourão, 64 anos, provocou polêmica em diversas ocasiões ao defender que, em um cenário de crise política, o Exército, cedo ou tarde, seria obrigado a "buscar a solução".

Em 2015, prestou homenagem ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi, centro de detenção e tortura do regime militar (1964-85).

Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto sem a presença de Lula na enquete.

O PDT deve oficializar nesta segunda-feira o nome da senadora Kátia Abreu como candidata a vice na chapa de Ciro Gomes.

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