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Estado de Minas

Pompeo defende pressão diplomática e econômica sobre a Coreia do Norte


postado em 04/08/2018 09:36

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, pediu neste sábado à comunidade internacional a continuidade da pressão diplomática e econômica sobre a Coreia do Norte enquanto o país não abandonar as armas nucleares.

De acordo com um relatório de especialistas da ONU ao qual a AFP teve acesso na sexta-feira, a Coreia do Norte "não interrompeu seus programas nuclear e de mísseis, continua desafiando as resoluções do Conselho de Segurança com um aumento maciço nas transferências ilícitas de produtos derivados do petróleo no mar".

Pompeo, que falou durante um fórum da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) em Singapura, insistiu na necessidade de conservar a pressão "para obter uma desnuclearização definitiva e totalmente verificada, à qual a Coreia do Norte se comprometeu".

Em uma entrevista coletiva, Pompeo afirmou que pediu aos membros da ASEAN a "aplicação estrita de todas as sanções, incluindo a interrupção total de fornecimentos ilegais de petróleo entre barcos" a favor da Coreia do Norte.

O ministro norte-coreano das Relações Exteriores, Ri Yong Ho, criticou em um comunicado que, "apesar das medidas de boa vontade" de Pyongyang, Washington "tenha elevado sua voz mais forte para manter as sanções".

"A impaciência não ajuda em absoluto a gerar confiança. O avanço das demandas unilaterais, especialmente, aprofundará ainda mais a desconfiança, ao invés de reviver a confiança", advertiu Ri Yong Ho.

O ano de 2017 foi marcado por uma escalada de tensões sem precedentes, provocada pelos testes de mísseis balísticos e um teste nuclear do regime de Pyongyang, assim como por sanções internacionais cada vez mais rígidas em represália.

Mas 2018 foi o ano da aproximação diplomática espetacular, que resultou na reunião de cúpula histórica de 12 de junho entre o presidente americano Donald Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong Un.

Este último prometeu na ocasião "uma desnuclearização completa da península coreana", uma simples declaração de intenções, sem calendário, muito distante da desnuclearização "completa, verificável e irreversível" que era exigida pelos Estados Unidos.

- Carta para Kim -

Pompeo é o funcionário do governo americano responsável pelas negociações para colocar em prática os compromissos assumidos por Trump e Kim Jong Un, mas estas avançam de modo muito lento.

A delegação americana entregou uma carta do presidente Donald Trump a sua contraparte norte-coreana, dirigida ao líder deste país, Kim Jong Un, informou Pompeo no Twitter.

"Tive a oportunidade de falar com meu colega (o ministro das Relações Exteriores) Ri Yong Ho na ASEAN hoje. Tivemos uma rápida e educada conversa. Nossa delegação também entregou uma resposta (do presidente Donald Trump) à carta do comandante Kim", escreveu.

De acordo com a porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert, quando Pompeo saudou Ri Yong Ho, propôs que poderiam conversar de novo em breve, ao que o funcionário norte-coreano respondeu que "restam pela frente muitas conversas produtivas".

Desde a reunião de cúpula entre Trump e Kim, Washington lamentou que alguns países, especialmente China e Rússia, tenham reduzido a pressão sobre a Coreia do Norte.

Neste sábado, Pompeo elogiou o compromisso do ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, que, segundo ele, prometeu aplicar as sanções.

O secretário de Estado americano atacou, no entanto, a Rússia, ao mencionar informações de que este país mantém negócios com os norte-coreanos e oferece empregos aos trabalhadores expatriados do país asiático, o representa uma importante fonte de recursos para o regime de Pyongyang.

"Seria uma violação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e qualquer violação será levada muito a sério pelos Estados Unidos", disse, antes de prometer abordar a questão com Moscou.

"O presidente Kim se comprometeu a desnuclearizar seu país", recordou o chefe da diplomacia americana.

"Mas todos sabemos que levará tempo", acrescentou, para evitar a questão da ausência de avanços concretos.

"Devo afirmar, após minhas reuniões aqui, que o mundo está unido para este objetivo", concluiu Pompeo.

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