Publicidade

Estado de Minas

Investigação sobre massacre em Las Vegas termina sem descobrir motivo


postado em 03/08/2018 19:30

A motivação para o massacre de 58 pessoas em um festival de música country ao ar livre em Las Vegas, o mais letal da história recente dos Estados Unidos, ainda é um mistério, informaram autoridades nesta sexta-feira (3), quando as investigações sobre o caso foram encerradas.

O xerife do condado de Clark, Joe Lombardo, disse que Stephen Paddock, o ex-contador de 64 anos responsável pelo ataque, agiu sozinho, mas até agora não se sabe porque atirou contra a multidão em 1º de outubro de 2017.

"Pudemos responder às perguntas quem, o que, quando onde e como", disse Lombardo em coletiva de imprensa, ao apresentar o relatório final de 187 páginas sobre o fato. "O que definitivamente não pudemos responder é porque Stephen Paddock fez isso".

Paddock atirou de seu quarto no 32º andar do hotel Mandalay Bay, onde tinha um arsenal.

Usando armas longas, efetuou mais de mil disparos, matando 58 pessoas e ferindo outras 500.

Paddock se suicidou antes de ser capturado pela Polícia.

O grupo extremista Estado Islâmico assumiu responsabilidade pelo massacre, mas as autoridades tinham descartado qualquer relação entre o atirador e os jihadistas.

"Não se identificou nenhuma conspiração e não se identificou nenhum cúmplice do senhor Paddock", destacou o xerife. Houve "um só atirador, não houve conspiração", reforçou.

"Agora, quanto à motivação, permanece uma incógnita".

Lombardo qualificou Paddock de um "homem comum", cujos movimentos antes de 1º de outubro "não levantaram nenhuma suspeita". "Uma entrevista com seu médico indicou sinais de um homem com problemas, mas não o suficiente para alertar às autoridades".

"Sem um manifestou ou até mesmo um bilhete para responder às perguntas, a totalidade da informação coletada nos permite apenas fazer uma suposição da motivação", acrescentou.

Segundo o relatório da Polícia, o médico de Paddock disse às autoridades que "poderia ter sofrido de um distúrbio bipolar", mas que sempre se recusou a fazer qualquer tratamento.

Lombardo informou que o FBI (polícia federal americana) divulgará no fim do ano um perfil psicológico de Paddock, em cujo laptop as autoridades encontraram material de pornografia infantil.

O atirador era um de quatro irmãos, criados pela mãe depois que o pai acabou na prisão por assalto a banco.

Ele trabalhou na receita federal americana (IRS), após se formar na universidade e depois como contador para grandes empresas.

Na época do massacre, tinha uma namorada, mas a investigação descartou qualquer relação da mulher com o ataque.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade