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Estado de Minas

Espanha tem três mortos por onda de calor que atinge a Europa


postado em 03/08/2018 18:00

Três pessoas morreram na Espanha devido à onda de calor que está sufocando o continente europeu, onde as temperaturas chegam a 45ºC em algumas regiões.

- Espanha: três mortos -

Em Barcelona, um homem de meia-idade, que segundo a mídia parecia ser sem-teto, foi encontrado desmaiado em uma rua e levado para o hospital, onde mais tarde morreu de insolação, informou a agência de defesa civil da Catalunha em um comunicado.

Dois outros homens também morreram pelo calor esta semana na Espanha: um operário nigeriano que tinha cerca de 40 anos e estava trabalhando na construção de uma autopista perto de Múrcia e um aposentado de 78 anos que passou mal enquanto cuidava de sua horta em Múrcia e morreu no hospital.

Nesta sexta-feira, a Espanha poderia viver um dos dias mais quentes do verão, com temperaturas que poderiam atingir 40 graus em Madri (centro), 42º em Sevilha e 44º em Badajoz, no sul do país, segundo a agência de meteorologia.

- Portugal: recorde de 45ºC -

Em Portugal, a temperatura atingiu o recorde de 45 graus em Alvega, 150 km ao norte de Lisboa. A onda de calor deve durar até sábado, segundo a agência meteorológica portuguesa.

Por enquanto não foram registrados incêndios significativos, mas os serviços de emergência indicaram que estavam em alerta máximo e o ministro do Interior, Eduardo Cabrita, anunciou uma política de "tolerância zero" ante atividades de risco.

- Alemanha: turistas vão para o Norte -

As agências de turismo Thomas Cook e Alltours indicaram, segundo a imprensa alemã, que as reservas para o Mediterrâneo estavam caindo e que as pessoas buscavam destinos mais frescos no mar do Norte e nas costas bálticas.

- Holanda: escassez de água -

Na Holanda, onde a onda de calor é a mais longa já registrada, com temperaturas que atingiram 35ºC nesta sexta, a escassez de água começa a afetar a população.

- Suécia: mês mais quente -

Quase sem chuvas desde maio, a Suécia registra seu mês de julho mais quente em mais de 250 anos, com secas e altas temperaturas que favorecem os incêndios no país, inclusive até o Círculo Polar Ártico.

Um geleira na montanha de Kebnekaise derreteu tanto que deixou de ser o ponto mais alto do país.

Os meteorologistas preveem, porém, temperaturas mais baixas e tempestades no país para sábado.

- Noruega: renas nos túneis -

Na Noruega as autoridades tiveram que pedir aos motoristas para ficarem alertas ante as renas que estão se refugiando nos túneis em busca de ar frio.

Na quarta-feira foram registrados recordes para esta época do ano nas regiões mais nórdicas do país, segundo o instituto meteorológico norueguês: 31,2 °C no condado de Finnmark, muito ao norte do Círculo Polar Ártico.

A região está tão quente que desde o início do ano teve 12 noites que foram chamadas de "tropicais", porque as temperaturas noturnas ultrapassaram 20°C, segundo o instituto meteorológico.

- França: 40ºC -

Na França, as temperaturas ultrapassaram os 40º nesta sexta pela primeira vez neste verão. As altas temperaturas continuarão no fim de semana, quando milhões de franceses pegarão as estradas para começar suas férias.

As autoridades emitem alertas por TV e rádio com conselhos para lidar com a onda de calor, que se prevê que será a mais intensa desde 2006. O serviço meteorológico francês indicou que a onda de calor não seria tão grave como a de agosto de 2003, quando vários dias seguidos de calor causaram a morte de mais de 11.000 pessoas.

- Bélgica: mais acidentes de estrada -

A autoridade de proteção rodoviária belga atribuiu à onda de calor um aumento nos acidentes na estrada.

"A média diária de acidentes rodoviários é 15% superior durante a onda de calor. E os acidentes são mais graves", indicou o responsável da agência, Stef Willems, citado pela imprensa belga.

- Itália: garrafas de água grátis -

Na capital italiana, que está bem equipada com fontes de água potável, as autoridades estão entregando garrafas de água aos turistas.

No início da semana as temperaturas alcançaram 40ºC na Sardenha e no norte do país, mas voltaram à normalidade estival para este país mediterrâneo, em torno dos 35ºC.

O principal sindicato agrícola anunciou que a produção das vacas leiteiras caiu 15%, o que representa um problema já que o leite é um produto indispensável para a produção de sorvetes, cujo consumo aumentou 30%.

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