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Estado de Minas

Pesquisadores nascidos na Alemanha, Índia, Irã e Itália conquistam a Medalha Fields 2018


postado em 01/08/2018 12:00

O iraniano de origem curda Caucher Birkar, refugiado no Reino Unido, o alemão Peter Scholze, o italiano Alessio Figalli e o indo-australiano Akshay Venkatesh foram os ganhadores da Medalha Fields, considerada o Prêmio Nobel da Matemática, entregue nesta quarta-feira (1º) no Rio de Janeiro.

Nascido em Marivan, no Curdistão iraniano, Caucher Birkar, de 40 anos, vive no Reino Unido desde 2000 e é professor da Universidade de Cambridge. Ele foi premiado por sua contribuição para a área da geometria algébrica, com enfoque na geometria birracional.

Peter Scholze, de apenas 30 anos é professor da Universidade de Bonn e foi recompensado com a Medalha Fields por seus trabalhos no campo da geometria algébrica aritmética.

Alessio Figalli, de 34 anos, foi reconhecido por suas contribuições para a teoria do transporte ótimo e suas aplicações nas equações diferenciais e na geometria métrica.

Desde 2007, o pesquisador é diretor de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) com sede na França.

Já o quarto ganhador, Akshay Venkatesh, que nasceu em Nova Délhi e cresceu na Austrália, foi recompensado por seus trabalhos sobre a teoria analítica dos números.

A premiação acontece durante o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM), que este ano é realizado no Rio de Janeiro (1 a 9 de agosto).

Em 2014, o brasileiro Artur Ávila foi o primeiro vencedor latino-americano de uma Medalha Fields.

O prêmio foi proposto em 1923 pelo matemático canadense John Charles Fields, falecido em 1932, que legou seus bens para financiá-lo. Os vencedores são recompensados com 15.000 dólares canadenses, cerca de 43.000 reais.

Desde 1936, é reservado aos pesquisadores com menos de 40 anos de idade.

Os Estados Unidos, com 13 medalhas, e a França, com 12, são os países com mais prêmios, de um total de 55 laureados.

Durante a cerimônia de abertura do Congresso, marcada por apresentações culturais de índios da Amazônia e dançarinos das favelas do Rio de Janeiro, os organizadores anunciaram que a próxima edição será em São Petersburgo, na Rússia, em 2022.

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