Jornal Estado de Minas

Marca chinesa de smartphones Xiaomi estreia com queda na bolsa de Hong Kong

As ações da fabricante chinesa de smartphones Xiaomi caíam nesta segunda-feira (9) na bolsa de Hong Kong, em uma estreia aguardada há tempos, mas que coincidiu com o início de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Pouco depois da abertura da bolsa chinesa, as ações da Xiaomi valiam 16,60 dólares em Hong Kong, contra os 17 dólares de Hong Kong de saída (1,84 euro; 2,7 dólares).

Segundo a agência financeira Bloomberg, Xiaomi está avaliada em torno dos 50 bilhões de dólares, muito atrás da ambiciosa meta de 100 bilhões de dólares, que aspirava no ano passado.

Mesmo antes de se lançar na bolsa, os investidores se mostravam um pouco desconfiados, vendendo seus títulos com desconto na semana passada em um mercado 'cinza' não oficial, acrescentou a Bloomberg.

A Xiaomi esperava a princípio obter em Hong Kong e Xagai, em duas entradas diferentes, um total de 10 bilhões de dólares. Este teria sido o maior lançamento na bolsa desde a gigante chinesa de comércio on-line Alibaba, em 2014, em Nova York, e teria dado um valor à empresa de 100 bilhões de dólares.

No final, a Xiaomi se lançou apenas na praça de Hong Kong.

Fundada em 2010 pelo empreendedor Lei Jun, a quarta maior fabricante do mundo de smartphones viveu uma ascensão meteórica com sua estratégia inicial de oferecer dispositivos de alto padrão a preços acessíveis, reduzindo os custos de produção e vendendo-os diretamente on-line.

Embora o grupo consiga lançamentos ambiciosos em alguns mercados emergentes, como a Índia, ainda vende a maior parte de sua produção na China, onde foi durante algum tempo a número um do mercado de "smartphones" até enfrentar a dura concorrência de fabricantes locais de produtos mais baratos, como Oppo e Vivo.

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