Os primeiros dos mais de 600 imigrantes resgatados pelo Aquarius na costa da Líbia vão chegar neste domingo às 6h locais (1h de Brasília) ao porto espanhol de Valencia (leste), após uma semana de travessia pelo Mediterrâneo, anunciou neste sábado o governo.
O Aquarius e os dois navios militares italianos que lhes transportam navegam, atualmente, em águas espanholas.
O governo da região de Valencia tinha anunciado neste sábado que a frota chegaria no domingo às 12h locais (7h).
Mas o subdiretor geral de Emergência do governo regional, Jorge Suárez, afirmou mais tarde à imprensa e no Twitter que os barcos chegarão de forma escalonada "às 6h, 9h e 12h" locais (1h, 4h e 7h).
O Aquarius atravessou, neste sábado, a ilha de Mallorca, segundo o portal Marine Traffic, que permite acompanhar em tempo real os movimentos dos navios.
A bordo dos três barcos estão os mais de 600 imigrantes resgatados na noite de 9 de junho em frente à costa da Líbia pelo navio humanitário Aquarius, fretado pelas ONGs SOS Méditerranée e Médicos Sem Fronteiras (MSF).
Os imigrantes são provenientes de 26 países, 23 deles africanos, além de Afeganistão, Bangladesh e Paquistão.
Entre eles, há 450 homens adultos e 80 mulheres - pelo menos sete delas grávidas -, 11 crianças com menos de 13 anos e 93 adolescentes, segundo os últimos dados disponibilizados pelas autoridades da região de Valencia.
Um dispositivo importante foi criado para recebê-los, que será integrado por 2.320 pessoas, mil delas voluntárias da Cruz Vermelha e 470 tradutores.
O evento também terá ampla cobertura da imprensa, com mais de 600 jornalistas credenciados.
A recusa da Itália, em 10 de junho, de receber o Aquarius lançou a Europa em uma nova crise política sobre a questão migratória.
Em 11 de junho, Pedro Sánchez - que chegou ao poder em 1º de junho, após uma moção de censura contra o conservador Mariano Rajoy - propôs que seu país recebesse os migrantes resgatados pelo Aquarius, que Itália e Malta se recusaram a receber.
Neste sábado, o governo espanhol anunciou que aceitou a oferta da França para receber parte desses migrantes.
Já o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, proibiu novamente o acesso aos portos italianos de dois navios de uma ONG provenientes da costa da Líbia.
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