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Estado de Minas

Iraquiano que confessou assassinato de adolescente chega a Alemanha


postado em 09/06/2018 18:24

O principal suspeito do assassinato de uma adolescente de 14 anos na Alemanha, um solicitante de asilo iraquiano, foi enviado neste sábado a Frankfurt após ter confessado o crime na sexta-feira à polícia no Curdistão iraquiano.

O jovem iraquiano, acusado de um crime que comoveu a Alemanha, foi detido na sexta-feira pela polícia desta região autônoma no Iraque. Ali Bashar, de 20 anos, chegou no sábado pouco antes das 19H00 GMT (16H00 em Brasília) a Frankfurt em um avião da companhia aérea Lufthansa proveniente de Erbil.

Assim que pisou em solo alemão, Bashar foi transferido em helicóptero à sede da polícia de Wiesbaden, a cerca de 30 km do aeroporto, e no domingo será apresentado ante um juiz que provavelmente ordenará sua prisão preventiva, declarou a polícia em um comunicado.

O regresso a Alemanha do acusado "não é mais que um pequeno consolo para a família da menina, na que penso nestas horas difíceis. Mas para o Estado e nossa sociedade, é importante que os crimes sejam esclarecidos e que os suspeitos respondam ante a justiça", disse o ministro do Interior, Horst Seehofer, em um comunicado.

O chefe da polícia federal alemã, Dieter Romann, que mantém boas relações com as autoridades iraquianas, viajou a Erbil para facilitar as negociações e trazê-lo o mais rápido possível ao país, indicou o jornal Bild.

Bashar foi detido na madrugada de sexta-feira em um hotel de Zajo, uma cidade da província de Dohuk, e confessou o crime rapidamente.

"Quando o interrogamos, o homem, que é originário do Curdistão, confessou ter matado a jovem alemã", disse à AFP Tariq Ahmad, chefe da polícia de Dohuk, no noroeste do Iraque.

Mais tarde, em uma coletiva de imprensa, o mesmo oficial informou que o iraquiano, de 20 anos, reconheceu tê-la estrangulado.

Ali Bashar, que chegou à Alemanha em outubro de 2015, no auge da crise de refugiados, é suspeito de ter estuprado e matado entre 22 e 23 de maio Susanna Feldman, uma adolescente judia alemã de 14 anos em Wiesbaden, no oeste do país.

O iraquiano "alegou que os dois eram amigos, mas tiveram uma briga, e que ele a matou quando a menina ameaçou chamar a polícia", disse neste sábado o general Ahmad.

O jovem, cujo pedido de asilo foi rejeitado em dezembro de 2016, mas aguardava uma resposta de seu recurso, deixou a Alemanha em 2 de junho, quando ainda não era suspeito e o corpo do adolescente não havia sequer sido descoberto.

Este caso levantou questões na Alemanha em um momento em que o país, pressionado pela ascensão da extrema-direita, endureceu sua generosa política de recepção de refugiados depois de abrir suas portas para mais de um milhão de migrantes em 2015 e 2016 por decisão da chanceler Angela Merkel.

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