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Estado de Minas

Desfiles pela igualdade em Varsóvia e Riga reprovam discriminação a LGBTs


postado em 09/06/2018 15:00

Milhares de pessoas participaram neste sábado (9) em Varsóvia de um desfile do Orgulho Gay e contra a discriminação e exclusão das minorias sexuais, mas também das minorias étnicas e das pessoas deficientes.

Os participantes carregavam bandeiras das cores do arco-íris, símbolo do movimento LGBT, assim como a bandeira da União Europeia e de partidos políticos opositores ao governo polonês.

Os manifestantes reivindicaram casamento para todos, educação sexual e o fim da discriminação nas escolas, além de pedirem medidas de proteção contra atos e discursos de ódio.

"Venho de uma cidade pequena, participei pela primeira vez de um desfile pela igualdade há 10 anos escondida de meu pai", declarou à AFP Dominika Wroblewska, que marchou junto com sua parceira.

Sua companheira, Alicja Nauman, explicou que foi ao desfile porque quer "viver em um lugar onde cada (forma de) amor seja aceita, porque o amor não conhece fronteiras nem exclusões", declarou.

"A situação na Polônia é ruim porque as pessoas do mesmo sexo não podem se casar nem adotar filhos", disse Nauman.

Na véspera deste desfile, 52 embaixadores e representantes de organizações internacionais na Polônia publicaram uma carta aberta para apoiar os esforços para que a opinião pública conheça "os problemas que afetam as pessoas gays, lésbicas, bissexuais, transgênero e intersexuais, e outras comunidades" no país.

Estão previstos desfiles pelo Orgulho Gay em várias cidades europeias.

Em Riga, 8.000 pessoas participaram em Baltic Pride, segundo indicaram os organizadores.

"A Letônia está em último lugar na UE em termos de direitos das pessoas LGBT", declarou à AFP Kaspars Zalitis, um dos organizadores. "Não há proteção contra crimes de ódio, não existe respeito com as pessoas trans, é por isso que achamos que há uma grande urgência" de mudar isso, indicou.

"Não se trata apenas dos direitos dos LGBTs, mas dos direitos das mulheres e de outros grupos", destacou o ativista.

Desde 3 de março, em Riga, capital da Letônia, realizam conferência e eventos culturais relacionados com a causa LGBTI e pela liberdade de expressão e reunião.

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