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Estado de Minas

Deputados republicanos não chegam a acordo sobre projeto de lei de imigração


postado em 08/06/2018 21:48

Washington, 08 - Os deputados republicanos não conseguiram chegar a um acordo de imigração nesta sexta-feira, dando prosseguimento a um impasse entre congressistas conservadores e moderados do partido sobre a questão. O líder republicano na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Kevin McCarthy, convocou uma reunião a portas fechadas enquanto a liderança do partido enfrenta uma pressão crescente para produzir uma legislação de imigração até terça-feira.

No entanto, os republicanos não chegaram a um consenso. Com o presidente da Câmara, Paul Ryan, em uma campanha de arrecadação de fundos e, portanto, fora do Capitólio, as negociações são vistas como um teste para McCarthy, que pode se tornar o novo presidente da Câmara caso o Partido Republicano consiga a maioria nas eleições legislativas de meio de mandato em novembro. Espera-se que as conversas continuem.

"Não há nenhum acordo no momento", disse o vice-líder republicano na Câmara, Steve Scalise, que também compete pela liderança do partido no caso de uma vitória nas eleições em novembro. Ryan anunciou que não concorrerá a uma reeleição.

Foi a segunda vez nesta semana que os líderes se reuniram com diversos republicanos para analisar a complexidade da questão imigratória. Legisladores estavam otimistas com a perspectiva de serem apresentados a um esboço de projeto de lei depois de dias de negociações. Mas, sem resolução, os centristas avisam que terão assinaturas suficientes até terça-feira para forçar uma votação na Câmara até o fim deste mês, incluindo um projeto que fornece proteção contra a deportação aos "dreamers", jovens imigrantes levados ilegalmente aos EUA ainda crianças.

O deputado Jeff Denham, considerado o líder dos republicanos moderados, saiu da reunião dizendo estar "despontado" com o fato de que novas exigências estavam sendo feitas. "Estamos tentando fechar itens, não adicionar novos", disse o republicano. Ele prometeu que, na terça-feira, seria "extremamente provável" que eles teriam as assinaturas necessárias para forçar uma votação de imigração na Câmara.

Os grupos disseram que fizeram progressos em direção a uma resolução para os "dreamers", com um plano para protegê-los da deportação e fornecer a eles uma ponte para o status legal e uma eventual cidadania. No entanto, novas questões surgiram sobre até que ponto o pacote deve ir para reprimir a imigração em solo americano, além dos US$ 25 bilhões que ambos os lados concordaram em favor da construção de um muro na fronteira com o México - uma exigência do presidente americano, Donald Trump. Fonte: Associated Press.

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