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Estado de Minas

Primeiro-ministro sueco depõe sobre venda de caças ao Brasil


postado em 08/06/2018 17:12

O primeiro-ministro sueco Stefan Löfven foi interrogado nesta sexta-feira (8) em Estocolmo, a pedido da Justiça brasileira, por suspeita de corrupção na venda dos caças Jas Gripen ao Brasil.

Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de lavagem de dinheiro e tráfico de influência neste caso, deflagrado pela Operação Zelotes. O Ministério Público Federal acusa o ex-presidente de ter recebido R$ 2,25 milhões.

O dinheiro teria sido transferido através de uma empresa de seu filho, Luis Cláudio, a fim de influenciar Dilma Rousseff, então presidente, na escolha do modelo Gripen, produzido pela fabricante de aviões Saab.

Löfven foi ao tribunal como testemunha e negou ter conhecimento sobre propinas relacionadas ao contrato de armamento assinado em 2013, mas admitiu que contribuiu para promover as aeronaves suecas.

"Sou um trabalhador, é óbvio que ajudo uma empresa sueca a criar empregos na Suécia", afirmou o ex-soldador ao jornal Aftonbladet.

O primeiro-ministro sueco negou ter se reunido com Lula e Dilma na África do Sul, à margem da homenagem ao presidente Nelson Mandela, na ocasião de sua morte, em dezembro de 2013.

Ele também negou conhecer Mauro Marcondes, suposto intermediário entre a Saab e Lula. A audiência durou menos de cinco minutos, informou a Aftonbladet.

No fim de dezembro de 2013, o Brasil encerrou mais de dez anos de negociações, adiamentos e dúvidas sobre a aquisição do modelo Rafale francês, ou do F/A-18 Super Hornet da americana Boeing, escolhendo o sueco Gripen por um contrato de 4,5 bilhões de dólares.

O contrato por 36 aeronaves foi assinado em outubro de 2014, meses depois de Stefan Lövfen se tornar primeiro-ministro.

O presidente da Saab, Marcus Wallenberg, e seu CEO, Håkan Buskhe, também depuseram. Ambos disseram que não conheciam Mauro Marcondes, segundo a agência de notícias TT.

Lula, que está preso desde abril cumprindo pena de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, nega todas as acusações e se declara vítima de um complô para lhe impedir de concorrer às eleições, em outubro.

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