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Estado de Minas

ONU sanciona seis traficantes de migrantes na Líbia


postado em 07/06/2018 20:06

O Conselho de Segurança da ONU sancionou nesta quinta-feira (7) seis chefes de redes de traficantes de migrantes que operam na Líbia, a primeira ação deste tipo realizada pelo organismo, informaram diplomatas.

O processo pode avançar uma vez que a Rússia "retirou as reservas à proposta da Holanda de incluir seis indivíduos em uma lista de pessoas sancionadas", indicou um diplomata. "As sanções se aplicam imediatamente", detalhou.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, imediatamente comemorou as sanções

"No outono passado, imagens de migrantes sendo vendidos como escravos na Líbia impactaram nossa consciência e o Conselho de Segurança votou para agir a respeito", disse Haley.

"As sanções de hoje enviam uma forte mensagem de que a comunidade internacional está unida para estabelecer as responsabilidades dos que executam tráfico de pessoas e de contrabando", acrescentou a embaixadora.

"Não existe lugar em nosso mundo para tais abusos aos direitos e à dignidade humana", lançou Haley.

As sanções, que incluíam o congelamento de contas bancárias e proibição de viajar, são dirigidas a dois eritreus, Ermias Ghermay e Fitiwi Abdelrazak, e a quatro líbios, Ahmad Oumar al-Dabbashi, Musab Abu-Qarin, Mohammed Kachlaf e Abd al Rahman al-Milad, o chefe da unidade de guarda-costas.

Em 8 de maio, a Rússia suspendeu o processo de sanções pedindo detalhes sobre as punições, incluindo uma solicitação de "muitas provas", às quais os documentos da ONU fazem referência provenientes de "fontes de confiança" e que acusariam os seis indivíduos.

Moscou também observou que os documentos falavam de redes que "se estenderam a vários países europeus e aos Estados Unidos", questionando a relevância de sancionar seis indivíduos africanos sem se remontar a essas redes.

Um diplomata sob anonimato diz que as sanções contra traficantes de migrantes representam uma "novidade" para o Conselho de Segurança. O objetivo desta designação de pessoas é neutralizar os canais pelos quais vendem migrantes nos mercados de escravos na Líbia, acrescentou.

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