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Estado de Minas

Contramedidas da UE contra EUA por sobretaxas estarão prontas em julho


postado em 06/06/2018 08:42

As contramedidas da União Europeia (UE) contra as pesadas tarifas ao aço e ao alumínio europeus impostas pelos Estados Unidos, que poderão afetar produtos como jeans, ou uísque bourbon, estarão prontas em julho - anunciou o vice-presidente do Executivo comunitário, Maros Sefcovic.

A Comissão Europeia "aprovou hoje a decisão de impor tarifas adicionais à lista completa de produtos americanos notificada à Organização Mundial do Comércio (OMC)", indicou Sefcovic em uma entrevista coletiva, após uma reunião do colégio de comissários.

O processo para impor tarifas adicionais a determinadas importações provenientes dos Estados Unidos terminará no final de junho, "em coordenação" com os 28 países da UE, "para que as novas tarifas comecem a ser aplicadas em julho", acrescentou.

O presidente americano, Donald Trump, decidiu não prolongar a isenção temporária concedida em março à UE, ao México e ao Canadá e lhes impôs, em 1º de junho, tarifas de 25% sobre suas exportações de aço a seu país, e de 10%, as de alumínio.

Além de levar o caso à OMC, os europeus prepararam uma lista de produtos americanos como uma medida "de reequilíbrio" pela decisão americana, que afeta as exportações da UE "no valor de 6,4 bilhões de euros", segundo a Comissão.

Bruxelas, responsável pela política comercial da UE, prepara assim uma primeira lista para aumentar as tarifas de "produtos americanos avaliados em 2,8 bilhões de euros em comércio", como jeans, motocicletas, ou bourbon, entre outros produtos agrícolas e industriais.

"É uma resposta comedida e proporcional à decisão unilateral e ilegal dos Estados Unidos de imporem tarifas às exportações europeias de aço e alumínio", afirmou a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström.

Depois de negociar sem sucesso com Washington para tentar obter uma isenção permanente, Cecilia defendeu que "a reação da UE se ajusta plenamente" ao Direito Internacional e lamentou que os Estados Unidos "não tenham deixado outra opção (para os europeus) a não ser proteger (seus) interesses".

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