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Estado de Minas

Acadêmico Tariq Ramadan evita terceira denúncia por estupro


postado em 05/06/2018 20:00

O acadêmico suíço Tariq Ramadan, preso na França por dois casos de estupro, reconheceu ter tido relações "consentidas" com sua terceira acusadora, em um interrogatório nesta terça-feira (5) para juízes que decidiram não denunciá-lo pela terceira vez.

"Os magistrados consideraram, devido às explicações de Ramadan e aos documentos apresentados, que não havia lugar para a acusação envolvendo Mounia", declarou o advogado do intelectual à imprensa, após a audiência em Paris.

"É uma mudança neste caso", assegurou Emmanuel Marsigny, cujo cliente continua sendo acusado de dois estupros.

Diante dos juízes, Tariq Ramadan assegurou que não teve nenhuma relação sexual com as duas primeiras querelantes.

Ramadan, de 55 anos, foi preso em 2 de fevereiro. Atualmente está detido no hospital penitenciário de Fresnes, nos arredores de Paris, por sofrer de esclerose múltipla.

Após a explosão do caso do produtor Harvey Weinstein nos Estados Unidos, que motivou muitas vítimas de abusos sexuais em diferentes países a tornar seus casos públicos, duas mulheres acusaram Ramadan no final de outubro de tê-las estuprado.

O intelectual, que foi professor de Estudos Islâmicos Contemporâneos na universidade britânica de Oxford, denunciou então "uma campanha de calúnias".

A justiça ordenou a prisão preventiva de Ramadan por medo que o acadêmico, neto do fundador da confraria egípcia Irmandade Muçulmana, fugisse para o exterior.

Desde março, uma terceira mulher, Mounia Rabbouj, o acusa dos mesmos crimes e a Promotoria de Paris pediu uma nova acusação formal.

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