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Estado de Minas

Irã comunica a ONU que aumentará capacidade de enriquecimento de urânio


postado em 05/06/2018 08:06

O Irã comunicou na segunda-feira à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que vai aumentar a capacidade de enriquecimento de urânio com mais centrífugas, informou o vice-presidente iraniano Ali Akbar Salehi.

"Uma carta foi enviada à OIEA sobre o começo de determinadas atividades", declarou Salehi, de acordo com a agência iraniana Fars.

"Se as condições permitirem, pode ser que amanhã, em Natanz (centro), possamos declarar a abertura do centro de produção de novas centrífugas", completou Salehi, que preside a Organização Iraniana de Energia Atômica (OIEA).

"Isto não viola o acordo" de Viena sobre o programa nuclear iraniano que Teerã assinou com seis grandes potências em julho de 2015, afirmou Salehi.

No dia 8 de maio, o governo americano anunciou a saída do acordo, também assinado por Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha.

A produção centrífugas "não significa que vamos começar a colocá-las em atividade", explicou o vice-presidente iraniano.

"Também não quer dizer que fracassaram as negociações coma Europa", completou Salehi.

Após a retirada dos Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha e União Europeia iniciaram negociações para que o Irã continue respeitando os termos do acordo.

Em um discurso na segunda-feira, o guia supremo iraniano, Ali Khamenei, disse que a OIEA tinha "o dever de preparar-se rapidamente" a aumentar a capacidade de enriquecimento de urânio.

O enriquecimento de urânio permite produzir combustíveis para as centrais nucleares que geram energia e para outras finalidades civis, particularmente a medicina.

Mas o urânio altamente enriquecido e em quantidade suficiente permite a produção de uma bomba atômica.

Estados Unidos e Israel acusam o Irã e querer fabricar uma bomba atômica, mas o Irã rebate as acusações e afirma que seu programa tem um objetivo pacífico e civil.

Nesta terça-feira, o ministro israelense da Inteligência, Yisrael Katz, pediu a formação de uma coalizão militar contra o Irã se este país se desvincular do acordo internacional sobre suas atividades nucleares e enriquecer urânio com fins militares.

Neste caso, "seria necessária uma tomada de posição do presidente dos Estados Unidos e de toda a coalizão ocidental - na qual estariam sem dúvida os (países) árabes e Israel - para deixar claro que se os iranianos voltarem (a enriquecer com fins militares), se formará uma coalizão militar contra eles", afirmou Katz.

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