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Estado de Minas

MP argentino pede prisão de 26 militares por tortura nas Malvinas


postado em 16/05/2018 22:18

O procurador federal Marcelo Rapoport pediu nesta quarta-feira a prisão de 26 militares argentinos acusados de torturar soldados compatriotas durante a Guerra das Malvinas, em 1982, em plena ditadura (1976-1982).

O pedido se inscreve em 22 denúncias de tortura que teriam ocorrido na ilha Gran Malvina (West Falkland), no âmbito da Força Tarefa Yapeyú, que enfrentou as tropas britânicas na luta pelas Malvinas, informou o Ministério Público.

Rapoport, procurador federal de Rio Grande (sul), acusa as autoridades militares encarregadas da campanha nas Malvinas de "ordenar e executar contra soldados diversos atos de tortura, como forma de controlar supostas indisciplinas na tropa geradas pela falta de abrigo e comida".

A ação, iniciada em 2007, ganhou impulso após a divulgação, em abril de 2015, de arquivos das Forças Armadas sobre a Guerra das Malvinas.

As formas de tortura mais comuns eram esticar os soldados entre quatro estacas em meio às baixas temperaturas na ilha ou enterrá-los na neve.

Tais práticas foram denunciadas por ex-combatentes argentinos em várias oportunidades.

O procurador de Rio Grande, a segunda cidade da província de Terra do Fogo, Antártida e Ilhas do Atlântico Sul, afirmou que são crimes contra a humanidade, que não prescrevem.

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