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Estado de Minas

Manifestação por 'Internet livre' termina com detidos em Moscou

Uma lei entrou em vigor em outubro do ano passado na Rússia vetando as conexões seguras e anônimas na Internet. No mês passado, as autoridades russas ordenaram o bloqueio do Telegram


postado em 13/05/2018 13:30 / atualizado em 13/05/2018 14:15

Policiais russos prenderam jovens no centro de Moscou(foto: VASILY MAXIMOV)
Policiais russos prenderam jovens no centro de Moscou (foto: VASILY MAXIMOV)

Ao menos 20 pessoas foram detidas pela Polícia de Moscou durante uma manifestação a favor de uma "Internet livre" neste domingo (13), logo após a decisão das autoridades russas de bloquear o aplicativo de mensagens Telegram.

Uma mulher solta um avião de papel, símbolo do serviço Telegram, bloqueado pelo governo russo(foto: MAXIM ZMEYEV)
Uma mulher solta um avião de papel, símbolo do serviço Telegram, bloqueado pelo governo russo (foto: MAXIM ZMEYEV)


Autorizada pela prefeitura de Moscou, a manifestação reuniu centenas de pessoas no centro da capital russa, número menor em relação ao protesto anterior no final de abril, que mobilizou 8.000 manifestantes.


Segundo a organização OVD-Info, ao menos 20 pessoas, membros de grupos nacionalistas, foram detidas pela Polícia durante o protesto.


Em abril, as autoridades russas ordenaram o bloqueio do Telegram, aplicativo com 200 milhões de usuários - cerca de 7% na Rússia -, enquanto não fornecessem aos serviços de segurança maneiras de ler as mensagens dos usuários. O aplicativo negou o pedido.


O bloqueio do Telegram, fundado pelos irmãos russos Dourov, aconteceu depois da eleição de Vladimir Putin para seu quarto mandato presidencial.

Internet Livre


Uma lei entrou em vigor em outubro do ano passado na Rússia vetando as conexões seguras e anônimas na Internet. A legislação  foi classificada por profissionais da área e os defensores dos direitos humanos como de aumento da censura.

O texto proíbe os programas que permitem ter acesso à Internet de forma anônima, ou por "VPN" ("redes virtuais privadas"), como são conhecidas essas conexões usadas por empresas por questões de segurança, assim como por usuários que querem simular a conexão de outros países para burlar os sistemas de bloqueio de algumas páginas da web. ( Leia mais sobre o assunto)

(foto: VASILY MAXIMOV)
(foto: VASILY MAXIMOV)


(foto: MAXIM ZMEYEV)
(foto: MAXIM ZMEYEV)

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