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Estado de Minas

Egito detém ativista por divulgar vídeo contra assédio sexual


postado em 11/05/2018 19:12

Uma ativista egípcia foi detida nesta sexta-feira (11) após divulgar nas redes sociais um vídeo criticando as instituições do país e contra o assédio sexual, gerando uma polêmica, indicaram fontes de segurança.

No vídeo publicado esta semana no Facebook, Amal Fathi critica várias organizações, especialmente o Banque Misr. A ativista acusa a equipe de uma das sucursais desse banco público egípcio de tê-la "assediado".

Fathi, de 33 anos e com filhos, é acusada de "insultar todas as instituições do Estado" e "minar o patriotismo", segundo fontes de segurança. A mulher será apresentada à Promotoria.

"É um dia obscuro quando as autoridades egípcias estão mais preocupados em silenciar uma mulher falando sobre assédio sexual do que com tomar medidas para resolver o problema", disse Najia Bounaim, diretora de campanhas da Anistia Internacional para a África do Norte.

A organização internacional pediu às autoridades egípcias que a libertem imediatamente e sem condições.

Após a publicação do vídeo, a imprensa egípcia favorável ao regime denunciou amplamente o discurso de Fathi. O jornal governista Al-Ahram anunciou nesta sexta-feira a prisão da "autora do vídeo insultante contra o Egito e seus cidadãos".

Militante pelos direitos humanos, Fathi também está sendo processada pela Procuradoria Suprema de Segurança do Estado por tentar fazer fracassar as últimas presidenciais e "provocar uma revolta popular" nessas eleições em que o presidente Abdel Fatah Al-Sisi foi reeleito.

Fathi é casada com Mohamed Lotfi, diretor da Comissão egípcia pelos Direitos e Liberdades (ECRF, em inglês), uma importante ONG local na mira das autoridades.

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