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Estado de Minas

Washington se dispõe a ajudar Pyongyang se aceitar rápida desnuclearização


postado em 11/05/2018 18:18

O governo dos Estados Unidos está disposto a ajudar a Coreia do Norte a reconstruir sua economia se o regime de Pyongyang eliminar rapidamente seu armamento nuclear, afirmou nesta sexta-feira (11) o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

"Se a Coreia do Norte tomar ações importantes para uma rápida desnuclearização, os Estados Unidos estão preparados para trabalhar com a Coreia do Norte para alcançar prosperidade igualmente à dos nossos amigos da Coreia do Sul", expressou.

Pompeo deu estas declarações dois dias depois de uma viagem a Pyongyang para concluir os detalhes da cúpula entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, que será celebrada em 12 de junho, em Singapura.

O chefe da diplomacia americana se reuniu nesta sexta-feira, em Washington, com a ministra sul-coreana das Relações Exteriores, Kang Kyung-wha, com quem concordou na importância de se eliminar o risco das armas nucleares na península coreana.

Neste contexto, Pompeo destacou a disposição de Washington em contribuir com a modernização econômica da Coreia do Norte se conseguir a eliminação das armas nucleares.

Pompeo afirmou ter mantido conversas positivas com Kim, a quem considerou um interlocutor racional e muito concentrado.

"Tivemos diálogos positivos, que envolvem profundos problemas, desafios, decisões estratégicas que o senhor Kim tem pela frente", afirmou.

Ele acrescentou que ambos dialogaram sobre "a forma como ele (Kim) deseja proceder e se está disposto a se desnuclearizar em troca das garantias que estivermos dispostos a oferecer".

De acordo com Pompeo, os Estados Unidos vão exigir "um programa robusto de verificação, um programa que possamos iniciar com associados ao redor do mundo e com o qual possamos conseguir resultados".

Esta visão não é compartilhada apenas por Trump e Kim, mas também pelo presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

"Penso que temos uma visão compartilhada do que esperamos. E penso que há um acordo completo sobre quais são os objetivos", expressou.

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