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Estado de Minas

Grupo de Lima se reúne para pedir mudanças na Venezuela


postado em 10/05/2018 22:12

O Grupo de Lima se reunirá na próxima segunda-feira, na Cidade do México, para pressionar Caracas a restaurar a democracia, disse nesta quinta-feira o chanceler chileno em visita a Washington.

O ministro das Relações Exteriores do Chile, Roberto Ampuero, fez o anúncio após um encontro com o subsecretário de Estado americano John Sullivan, com quem debateu a situação na Venezuela.

"Estados Unidos, Chile, os países latino-americanos e também a União Europeia estão muito preocupados", disse, assegurando que a comunidade internacional deve "buscar alternativas que contribuam para uma mudança" na Venezuela.

Em uma conferência no think tank Wilson Center, Ampuero enfatizou que a solução para a "crise" na Venezuela deve ser interna.

"Não é a comunidade internacional que deve mostrar o caminho, e sim o povo venezuelano que deve pedir apoio para um projeto de desenvolvimento da Venezuela e a busca de um governo democrático".

Ampuero pediu ao "regime venezolano" que escute seu povo e a comunidade internacional. "O governo (de Maduro) é responsável pela tragédia que enfrentam nesses dias, uma tragédia com grave impacto hemisférico", enfatizou.

"Por essa razão" o Grupo de Lima se reunirá para exigir que Maduro "promova eleições democráticas, livres e justas", acrescentou.

Consultado sobre eventuais sanções a Caracas por parte dos países do bloco, algo que Washington defende como estratégia para forçar a saída de Maduro do poder, Ampuero demonstrou cautela.

"As sanções têm que ser muito precisas sem prejudicar os venezuelanos, que estão sofrendo muito", disse.

Criado em agosto de 2017 para abordar a crise venezuelana, o Grupo de Lima é integrado por Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru.

Esses países, junto com Estados Unidos, Bahamas, Guiana e Santa Lúcia, assinaram à margem da Cúpula das Américas em Lima uma declaração para que as eleições venezuelanas ofereçam as "garantias necessárias" de um processo democrático.

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