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Estado de Minas

Semanário teria pago por informação sobre filha ilegítima de Trump


postado em 12/04/2018 22:18

O semanário sensacionalista National Enquirer teria pago 30.000 dólares a um ex-porteiro da Trump Tower que dizia que Donald Trump teve um filho com uma de suas funcionárias, uma informação nunca confirmada e publicada nesta quinta-feira pela revista The New Yorker.

O chefe de redação da National Enquirer, Dylan Howard, admitiu ter pago a quantia em um artigo publicado no site Radar Online, que pertence ao mesmo grupo de imprensa do semanário, o American Media Inc (AMI).

Consultado pela AFP, o grupo AMI confirmou ter havido deste pagamento.

Citando várias fontes anônimas dentro do AMI, a New Yorker reportou nesta quinta-feira que após a compra da exclusividade da informação, a National Enquirer optou por jamais publicá-la.

Esta versão foi desmentida pelo AMI, que em um comunicado publicado nesta quinta, afirma que o grupo de imprensa nunca comprou a exclusividade de uma informação com o objetivo de enterrá-la.

A decisão de não publicar a informação relativa a este filho ilegítimo, que seria uma jovem hoje com 29 anos, foi adotada após uma investigação que demonstrou que "não era confiável", segundo o AMI.

O autor do artigo na New Yorker, Ronan Farrow, filho de Woody Allen e Mia Farrow, admitiu não ter conseguido estabelecer uma relação entre o presidente e uma de suas ex-funcionárias ou que Donald Trump seja o pai da jovem.

Farrow foi o autor de um artigo na New Yorker que, juntamente com outro do New York Times, trouxe à tona em outubro o escândalo do produtor de Hollywood Harvey Weinstein, acusado por mais de uma centena de mulheres de agressão sexual.

Com base em fontes anônimas do AMI, a New Yorker revelou que o grupo praticamente regularmente o "catch and kill" (pega e mata), ou seja, compra os direitos de uma informação comprometedora para garantir que nunca vai ser divulgada.

A New Yorker reporta que o presidente do AMI, David Pecker, próximo do presidente, o teria ajudado várias vezes a ocultar informações comprometedoras.

Em meados de fevereiro, a New Yorker evocou o caso da ex-coelhinha da Playboy Karen McDougal, que garante ter recebido 150.000 dólares da National Enquirer em agosto de 2016 em troca de seu testemunho sobre um suposto relacionamento com Donald Trump. Segundo a revista, o AMI decidiu nunca publicar este testemunho para proteger o presidente.

O advogado Michael Cohen, um dos conselheiros mais próximos do presidente americano, admitiu ter pago 130.000 dólares à atriz pornô Stormy Daniels, cujo nome de batismo é Stephanie Clifford, para comprar seu silêncio a respeito de uma relação sexual que teria tido com Trump.

Trump desmente qualquer relação com Karen McDougal e Stephanie Clifford.

Contatada pela AFP para comentar a informação, a Trump Organization, holding que administra os interesses econômicos de Trump, não respondeu.

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