A empresa americana Uber suspendeu nesta segunda-feira (19) seu programa de veículos autônomos depois que um desses carros atropelou e matou uma pedestre em Tempe (Arizona, sudeste dos Estados Unidos).
O veículo da Uber transitava em modo autônomo, com um operador atrás do volante, quando atingiu uma mulher que atravessava a rua na noite de domingo, informou a empresa com sede em San Francisco.
A vítima foi levada para o hospital, onde faleceu.
"Nossos corações estão com a família da vítima", disse um porta-voz da Uber à AFP. "Estamos cooperando plenamente com as autoridades locais em sua investigação deste incidente", acrescentou.
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Tratamento com células-tronco restaura visão em afetados por doença degnerativaEUA e Coreia do Sul retomarão manobras militaresTrump defende pena de morte contra tráfico de drogasA empresa só utilizava veículos autônomos como parte de seu serviço regular de aluguel de carros em Tempe e Pittsburgh.
Dentro do carro, viajava apenas um operador, no assento do motorista, quando aconteceu o acidente fatal, segundo a empresa. A polícia apreendeu o veículo.
O acidente fatal deste domingo foi o primeiro envolvendo um pedestre.
- Tecnologia lenta? -
O primeiro acidente fatal de um carro autônomo foi relatado em meados de 2016 e envolveu um Tesla.
O Tesla Model S, conduzido no "piloto automático", não conseguiu detectar um caminhão cruzando a pista, o que provocou a morte do motorista. Mais tarde, soube-se que ele manteve as mãos fora do volante por períodos prolongados, apesar dos avisos para não fazê-lo.
Pesquisadores do US Transportation Safety Board determinaram que a causa provável do acidente foi a combinação de "falha do motorista do caminhão de não ceder a passagem e falta de atenção" do ocupante do carro, "devido à confiança excessiva na automação do veículo".
Como no acidente fatal da Tesla, o da Uber provavelmente despertará preocupações de a indústria estar avançando rapidamente demais para implantar veículos autônomos.
A Waymo, de propriedade da Google, testa há anos carros que se conduzem autonomamente, competindo com a Uber. No início deste mês, começou a usar caminhões autônomos para transportar carga.
A Uber fez um anúncio similar, alegando que usa caminhões autônomos como parte de um serviço de transporte sob demanda no Arizona.
Em setembro, a secretária de Transportes dos Estados Unidos, Elaine Chao, apresentou novas diretrizes que permitem mais testes para os carros sem motorista e abordam a regulação entre o governo federal e os estados.
- Exame de vista -
Vários estados dos Estados Unidos estabeleceram suas próprias normativas para as estradas, e alguns aprovaram leis que permitem o uso de veículos autônomos.
A Califórnia e o Arizona têm sido particularmente encorajadores, esperançosos de que as empresas que desenvolvem essas tecnologias criem empregos e instalações dedicados à nova indústria.
A professora de robótica da Universidade de Duke Missy Cummings está entre as pessoas que defendem a desaceleração da introdução de veículos autônomos para evitar riscos e estabelecer regulamentações adequadas.
Enquanto as máquinas são melhores em ficar alerta e reagir às situações de rotina, os motoristas humanos são superiores para lidar com situações incomuns ou inesperadas, disse Cummings.
A professora argumentou que, se as pessoas precisam passar nos exames de vista para obter carteiras de motorista, os veículos autônomos também devem ser aprovados.
"Dado que ainda estamos aprendendo e descobrindo problemas importantes, temos que nos perguntar por que estamos tentando fazer com que essa tecnologia seja usada em massa", disse Cummings à AFP.
"Sou uma grande fã de tecnologia, mas não está testado e é experimental."
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