O governo russo qualificou de "absurdas" as acusações de ingerência nas eleições dos Estados Unidos formuladas nesta sexta-feira (16) em Washington contra 13 cidadãos seus, assim como três empresas.
"Treze pessoas intervieram nas eleições americanas? Treze, contra os orçamentos bilionários das forças especiais?", escreveu a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, no Facebook.
Continuou: "Contra os serviços de espionagem e contraespionagem, contra as tecnologias mais avançadas? Absurdo? Sim. Mas essa é a realidade política americana", indicou Zakharova.
O empresário que lidera a lista dos acusados, Yevgeny Prigozhin, também subestimou as acusações em declarações à agência de notícias estatal RIA Novosti.
"Os americanos são pessoas muito impressionáveis. Veem o que querem ver. Eu os respeito muito. Não estou nem um pouco incomodado porque estou nesta lista. Se querem ver um demônio, deixem eles".
A justiça dos Estados Unidos acusou 13 cidadãos russos e três empresas por suposta ingerência nas eleições e processos políticos, segundo um comunicado divulgado nesta sexta-feira pelo procurador especial Robert Mueller.
Segundo esta acusação, sob a direção de Prigozhin, um aliado próximo de Vladimir Putin, o grupo contatou um "número significativo" de americanos.
Tinham um "objetivo estratégico de semear discórdia no sistema político americano" e em meados de 2016 apoiavam a campanha de Donald Trump e denegriam Hillary Clinton, indicou a justiça americana.
De acordo com esse informe, os acusados conspiraram - de 2014 até a atualidade - para interferir "nos processos políticos e eleitorais dos Estados Unidos, incluindo a eleição presidencial de 2016".
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