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Estado de Minas

Mais de 3.000 militares e policiais fazem operação em favelas do Rio


postado em 07/02/2018 12:12

Mais de 3.000 militares e policiais participaram nesta quarta-feira em uma operação de busca e captura na favela Cidade de Deus, na zona oeste do Rio de Janeiro, segundo fontes oficiais.

A operação é realizada em função de uma intensificação dos confrontos entre as forças de segurança e traficantes em várias comunidades da região metropolitana, onde vivem cerca de 1,5 milhão de habitantes, um quarto da população do Rio.

No início da manhã, 3.000 militares das três forças armadas (exército, marinha e aeronáutica) cercaram a Cidade de Deus e bloquearam as artérias adjacentes, com fechamento do espaço aéreo, enquanto agentes de vários corpos policiais entravam na favela, segundo o fotógrafo da AFP e fontes oficiais.

"Dez pessoas foram encaminhadas à polícia para serem identificadas", afirmou à AFP uma porta-voz da secretaria de Segurança do Rio (Seseg).

Também foram apreendidas armas e drogas, acrescentou, sem dar maiores detalhes.

O fotógrafo da AFP indicou que havia militares, inclusive, dentro da favela e em cada esquina do labirinto de ruas do lugar.

A funcionária da Seseg assegurou que se trata de uma ação "planejada há vários dias", sem conexão com os fatos recentes de violência.

Na terça, as três principais artérias de acesso ao Rio (Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela) foram fechadas por um protesto de vizinhos das favelas do Complexo da Maré (zona norte), depois que um adolescente de 13 anos morreu ao ficar no meio de um confronto armado.

Além disso, no mesmo dia, uma menina de três anos foi morta quando bandidos disparam contra o carro em que ela se encontrava durante uma tentativa de assalto. Os pais ficaram feridos.

Outra operação era realizada nesta quarta-feira na Favela do Covanca, na zona oeste, onde esta manhã ocorreram inúmeros incidentes, segundo a porta-voz da Seseg.

As forças armadas foram chamadas no final de julho de 2017 para ajudar a conter a onda de violência que tomou conta do Rio, estado onde os problemas de segurança se viram agravados por uma grave crise econômica.

Mas o Rio é apenas um dos estados brasileiros mais afetados pela crise. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, pediu na semana passada uma reforma do sistema de segurança, segundo ele, falido, e assinalou que a corrupção dentro da polícia é um dos problemas que deve ser enfrentado.

"A penetração do crime em todas as políticas tem de ser combatida", enfatizou.

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