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Estado de Minas

Legisladores dos EUA dizem que estão perto de evitar crise orçamentária


postado em 06/02/2018 23:42

Legisladores governistas e opositores dos Estados Unidos disseram nesta terça-feira que estão perto de um acordo para evitar uma nova crise orçamentária, embora o presidente, Donald Trump, tenha pedido um "fechamento" do governo federal se suas demandas em termos de imigração não forem atendidas.

No Congresso, a possibilidade de uma nova paralisação do Estado federal por falta de fundos na meia-noite de quinta-feira, quando vence a última lei de financiamento temporário do governo, estava distante.

"Sou otimista", disse o líder republicano no Senado, Mitch McConnell.

"Estamos mais perto do que nunca de um acordo", indicou o principal senador democrata, Chuck Schumer.

O acordo iminente aumentaria os gastos de defesa e de outros setores como educação e saúde para além dos limites de uma lei de 2011, preparando o terreno para que os legisladores aprovem rapidamente uma lei de gasto temporário antes de que o governo fique sem dinheiro.

A Câmara baixa votou um projeto para estender o orçamento por seis semanas.

Mas o tema sensível da imigração, que provocou o "fechamento" do governo federal por três dias em janeiro, continua sobre a mesa.

Os legisladores pareciam cada vez mais pessimistas sobre as perspectivas de chegar a um consenso sobre a proposta de Trump para regularizar 1,8 milhão de imigrantes sem documentos que chegaram aos Estados Unidos quando crianças, conhecidos como "dreamers" (sonhadores).

Os democratas rejeitaram esse plano, que abre caminho para a obtenção da cidadania, mas restringe a imigração legal, pondo fim à loteria de vistos de residência e delimitando os vistos de reunificação familiar. Além disso, exige fundos de milhões de dólares para construir um muro na fronteira com o México, um projeto considerado xenofóbico pela oposição.

Trump, que em setembro passado eliminou o programa da era Obama conhecido como Daca, que permitia a residência temporária a 690.000 "dreamers", quer solucionar este problema para avançar em sua agenda nacionalista, dizem os democratas.

Se o Congresso não legislar, os beneficiários do Daca ficarão expostos à deportação a partir de 5 de março, quando o programa vence.

Os democratas ataram a solução para os "dreamers" ao debate sobre o orçamento, e os republicanos os responsabilizam por provocar com isso a recente paralisação do governo de três dias.

- "Cada vez mais pessimista" -

Trump pareceu perder a paciência com um Congresso estagnado há meses sobre a reforma migratória.

"Gostaria de ver um fechamento se não solucionarmos isto", disse Trump, durante um painel na Casa Branca sobre segurança fronteiriça.

"Se tivermos que fechar (o governo) porque os democratas estão contra a segurança... fechemos", acrescentou.

Desde que assumiu o cargo, o presidente tem buscado vincular a imigração com a criminalidade. Nesta terça-feira, lamentou no Twitter a morte do jogador de futebol americano Edwin Jackson em um acidente de carro provocado por um imigrante guatemalteco irregular e embriagado que havia sido deportado duas vezes.

Também tuitou contra os democratas pela sua oposição ao que chamou de um sistema de imigração "baseado no mérito".

"Se os democratas se opõem a esta proposta (da Casa Branca), não são sérios em relação ao Daca, só querem fronteiras abertas", escreveu.

No Senado, ganhava força nesta terça-feira a ideia de simplesmente prorrogar por um ou dois anos o status temporário do Daca.

"Estou me tornando cada vez mais pessimista", disse o senador republicano Lindsey Graham sobre a perspectiva de aprovar o plano de Trump.

"Não acredito que vamos fazer muito além de algo como (...) estender o Daca por um ano ou dois, e um pouco de segurança fronteiriça", acrescentou.

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