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Estado de Minas

Nova ofensiva aérea dos EUA contra talibãs no Afeganistão


postado em 06/02/2018 20:36

Os Estados Unidos lançaram uma nova ofensiva aérea no norte do Afeganistão contra o Talibã, anunciou nesta terça-feira (6) o Comando Militar do Oriente Médio (CENTCOM).

"Nas últimas 96 horas, os Estados Unidos realizaram ataques contra centros de treinamento do Talibã em Badakhshan, impedindo a preparação de ataques perto da fronteira com a China e o Tajiquistão", afirmou o CENTCOM em nota.

Os antigos veículos do exército afegão levados pelos talibãs, que estavam sendo transformados em caminhões explosivos, também foram destruídos, de acordo com os militares americanos.

Um bombardeiro B-52 participou dessas operações, lançando 24 bombas guiadas de precisão, acrescentou o comunicado, indicando que é um recorde desse bombardeiro estratégico, que é datado da Guerra Fria.

"Os talibãs não podem se esconder em nenhum lugar", disse o general John Nicholson, comandante das forças americanas no Afeganistão, onde a guerra entrou em seu 17º ano.

Questionado terça-feira no Congresso sobre a duração incondicional deste conflito, o secretário de Defesa, Jim Mattis, disse que a nova estratégia dos Estados Unidos de "treinamento e apoio" para as forças afegãs foi amplamente aprovada pelos aliados na força da Otan no país.

"Reduzimos para 39 países integrados na missão da Otan no Afeganistão, contra 50 de anos atrás", disse Mattis.

"Eles estão lá porque acreditam nessa estratégia, que é que os afegãos continuem ocupando a maior parte dos combates, mas agora com conselheiros que fornecem apoio aéreo da Otan e poder de fogo para ajudá-los", acrescentou.

Após 16 anos de conflito e apesar de centenas de bilhões de dólares de ajuda internacional para estabilizar o Afeganistão, os talibãs multiplicam os ataques contra o exército e os atentados, inclusive em Cabul.

A nova abordagem de Washington, depois que o presidente Donald Trump defendeu a retirada do Afeganistão, foi aprovada em agosto após uma longa avaliação da situação no terreno, onde as autoridades afegãs controlam menos de 60% do território, de acordo com os últimos números oficiais.

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