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Estado de Minas

Cuba lamenta desconhecimento de Trump e Tillerson sobre América Latina


postado em 05/02/2018 15:00

Cuba lamentou nesta segunda-feira que tanto o presidente americano Donald Trump, quanto o seu secretário de Estado, Rex Tillerson, desconhecem a América Latina.

"É óbvio e lamentável que nem o Presidente dos Estados Unidos nem o seu Secretário de Estado conheçam a América Latina e o Caribe", declarou a chancelaria cubana em um comunicado.

"O nosso continente foi submetido a uma humilhante dominação dos Estados Unidos, interessado apenas em extrair seus recursos em uma relação desigual", acrescenta o texto.

"Mas a nossa América despertou e não será tão fácil dobrá-la", acrescentou, referindo-se ao recente discurso de Tillerson em preparação para um giro pelo continente.

"O Ministério das Relações Exteriores adverte sobre a gravidade da mensagem de arrogância e desprezo" expressado pelo chefe da diplomacia americana.

Tillerson, que embarcou para Lima nesta segunda-feira depois de visitar a Argentina, disse no dia 1o. de fevereiro que "o regime corrupto e hostil de Nicolás Maduro na Venezuela se apega a um sonho irreal, uma visão da região que já decepcionou seu povo" e que "na história da Venezuela e de outros países latino-americanos, muitas vezes são militares (os únicos) que lidam com isso".

Para Cuba, Tillerson "fez declarações alarmantes e intervencionistas que instigam abertamente a derrubada, por qualquer meio" o governo de seu aliado Maduro, "e também visam minar o repúdio unânime da região às medidas de retrocesso e endurecimento" do bloqueio contra Cuba.

"Em seu discurso, (...) sem qualquer autoridade moral, se intromete em assuntos internos cubanos, ao reclamar do nosso próximo processo eleitoral (de 11 de março) mudanças que são do agrado dos Estados Unidos", apontou a diplomacia cubana.

Para Cuba, o discurso de Tillerson "ratifica o desprezo com o qual o governo do presidente Donald Trump se referiu inequivocamente às nações da América Latina e do Caribe, cujos povos desqualifica sempre que ele tem a oportunidade".

No seu primeiro ano de mandato, a administração Trump freou a aproximação histórica de Cuba iniciada por seu antecessor, Barack Obama.

A tensão piorou após a revelação no ano passado de um misterioso caso de supostos "ataques acústicos" que teriam afetado a saúde de 24 diplomatas dos Estados Unidos em Havana.

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