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Estado de Minas

Chipre elege seu presidente em segundo turno


postado em 04/02/2018 09:30

Os cipriotas gregos decidem neste domingo (4) quem, entre o presidente em exercício, Nicos Anastasiades, ou seu opositor de esquerda, está em melhor posição para prosseguir as reformas econômicas e reviver o diálogo de reunificação na ilha do Mediterrâneo, dividida desde 1974.

Cerca de 550 mil eleitores devem votar das 07h00 (03h00 de Brasília) às 18h00 (14h00 de Brasília). Os resultados serão anunciados por volta das 15h30.

No primeiro turno em 28 de janeiro, o presidente conservador recebeu 35% dos votos, contra 30% pra Stavros Malas, ex-ministro da Saúde, apoiado pelos comunistas. Os dois homens já se confrontaram na eleição presidencial de 2013, vencida confortavelmente por Anastasiades.

Cinco anos depois, mesmo que o atual presidente seja apontado como favorito nas pesquisas, o resultado da votação parece mais incerto. A abstenção foi relativamente alta no primeiro turno (28%) e os candidatos perdedores recusaram-se a tomar partido, incluindo Nicolas Papadopoulos (centro), que recebeu um quarto dos votos.

"Anastasiades ainda parece ter a vantagem, mas há muitas incógnitas sobre como os eleitores votarão", aponta o analista político Christophoros Christophorou.

Para George Souglis, proprietário de um posto de gasolina de 73 anos, o presidente cessante é "a melhor escolha para liderar o país neste momento".

"Ele continuará a fazer muito pela economia e pelo problema do Chipre", ou seja, a questão da reunificação, disse à AFP.

"Precisamos de mudança", declarou, por sua vez, Nikolas Petros, de 67 anos, que foi forçado a fechar sua loja por causa da crise. "Na política, especialmente na questão de Chipre, houve apenas promessas e enfrentamos muitos problemas na economia", afirmou.

Como resultado da partição, a República do Chipre, membro da União Europeia e da zona do euro, exerce sua autoridade de fato em apenas dois terços do território, no sul, onde vivem os cipriotas gregos.

No terço do norte, residem os cipriotas turcos, que são administrados pela República Turca do Chipre do Norte (TRNC), autoproclamada e reconhecida apenas por Ancara.

Pragmático, Anastasiades, de 71 anos, se apresenta como garantidor da estabilidade do país. Seus partidários defendem sua longa experiência política.

Durante cinco anos, ele trabalhou para reviver as negociações para reunificar a ilha, dividida desde a invasão, em 1974, do terço norte por tropas turcas em resposta a um golpe de Estado de nacionalistas cipriotas gregos.

Mas as negociações com o líder da TRNC, Mustafa Akinci, fracassam em 2017.

Fervoroso defensor da reunificação, Stavros Malas, de 50 anos, criticou o presidente cessante por não ter ido o suficiente longe nas negociações.

Quem quer que vença, terá a difícil tarefa de alcançar compromissos com a outra parte sobre questões importantes, como a presença de mais de 40.000 soldados turcos, ajustamentos territoriais e garantias de segurança.

Após uma grave crise financeira em 2013, o país teve uma recuperação rápida, ajudada por um recorde histórico no setor do turismo em 2017, com um desemprego caindo a 11%,

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