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Estado de Minas

Denunciado por estupro e preso na França acadêmico islâmico Tariq Ramadan


postado em 02/02/2018 19:48

A Justiça francesa denunciou nesta sexta-feira (2) por estupro o polêmico teólogo muçulmano suíço Tariq Ramadan e o prendeu em Paris após dois dias de detenção provisória, em um caso midiático na França que explodiu depois do escândalo Weinstein nos Estados Unidos.

Alvo de duas denúncias por crimes que teriam ocorrido na França em 2009 e 2012, o acadêmico islâmico de 55 anos, neto do fundador da confraria islamita egípcia Irmandade Muçulmana, foi denunciado por estupro e estupro de vulnerável, afirmou uma fonte judicial.

O acadêmico, tão polêmico quanto influente, se apresentou na quarta-feira após ser convocado pela Polícia encarregada da investigação preliminar aberta contra ele em novembro.

Depois da explosão nos Estados Unidos do caso do produtor de cinema Harvey Weinstein, que motivou muitas vítimas de abusos sexuais em diversos países a tornarem públicos seus casos, duas mulheres acusaram no fim de outubro o teólogo suíço de tê-las estuprado, uma em 2009 e outra três anos depois.

O intelectual, professor de Estudos Islâmicos Contemporâneos na Universidade britânica de Oxford, denunciou então "uma campanha de calúnias".

A primeira a acusá-lo, Henda Ayari, de 41 anos, uma ex-salafista que se converteu em militante feminista, diz que Ramadan a estuprou em 2012 em um hotel de Paris.

A defesa do teólogo forneceu à Justiça documentos com os quais tenta desacreditar Ayari. Entre estes destacam-se conversas pelo Facebook nas quais uma mulher que diz ser Henda Ayari faz propostas explícitas a Ramadan em 2014, ou seja, dois anos depois do suposto estupro. Propostas que Ramadan não aceitou.

Uma segunda denúncia contra Ramadan foi apresentada poucos dias depois da primeira por outra mulher, que afirma ter sido estuprada e apanhado em 2009 em um único encontro em um hotel na cidade de Lyon, leste da França.

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