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Estado de Minas

Guerra com Coreia do Norte é cada vez mais provável, diz senador dos EUA

"Se houver um teste nuclear subterrâneo, será necessário se preparar para uma resposta muito séria dos Estados Unidos", alertou o congressista


postado em 03/12/2017 18:52 / atualizado em 04/12/2017 08:00

Pyongyang lançou na semana passada um míssil balístico intercontinental a uma altura e uma distância nunca antes alcançadas por um artefato norte-coreano(foto: AFP PHOTO/KCNA VIA KNS)
Pyongyang lançou na semana passada um míssil balístico intercontinental a uma altura e uma distância nunca antes alcançadas por um artefato norte-coreano (foto: AFP PHOTO/KCNA VIA KNS)

O fantasma de uma guerra preventiva com a Coreia do Norte fica mais próximo cada vez que Pyongyang testa um míssil ou uma bomba nuclear, afirmou neste domingo o senador americano Lindsey Graham. "Se houver um teste nuclear subterrâneo, será necessário se preparar para uma resposta muito séria dos Estados Unidos", alertou o congressista republicano à rede CBS.


As palavras de Graham chegam após as pronunciadas na véspera pelo assessor de segurança nacional de Donald Trump, o general HR McMaster, que declarou durante um colóquio sobre defesa que a probabilidade de uma guerra com a Coreia do Norte "aumenta a cada dia".

(foto: Kim Won-Jin / AFP)
(foto: Kim Won-Jin / AFP)

Pyongyang lançou na semana passada um míssil balístico intercontinental a uma altura e uma distância nunca antes alcançadas por um artefato norte-coreano.A sofisticação do novo tipo de míssil chamou a atenção dos especialistas, embora, segundo fontes da CNN, a cabeça teria se desintegrado ao reingressar na atmosfera. Segundo o secretário de Defesa americano, Jim Mattis, todo o território americano está agora ao alcance de Pyongyang.


Os Estados Unidos e o Japão tentaram imediatamente endurecer o regime de sanções da ONU contra a Coreia do Norte, mas Moscou e Pequim se negaram.


Lindsey Graham indicou que tinha discutido o tema detalhadamente com o governo de Trump, que, segundo ele, tem a estratégia de "impedir que a Coreia do Norte adquira a capacidade de atacar os Estados Unidos com um míssil com cabeça nuclear, não só de controlá-la".


"Impedir isso que dizer, em última instância, uma guerra preventiva. Essa prevenção se torna cada vez mais provável à medida que sua tecnologia melhora. Cada teste de míssil, cada teste subterrâneo de uma arma nuclear quer dizer que a união (de um míssil com uma cabeça nuclear) é mais provável", acrescentou o senador.

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