Israel planeja construir mais de 3.700 residências na Cisjordânia ocupada, incluindo, pela primeira vez em anos, a cidade de Hebron, informou uma autoridade israelense, que pediu para manter sua identidade em sigilo.
A fonte não especificou quando as autoridades israelenses se pronunciarão a respeito, porém a comissão que decide sobre os projetos de construção nas colônias se reunirá nos dias 17 e 18 de outubro, disse Hagit Ofran, membro da organização anticolonização israelense Paz Agora.
Um total de 3.736 casas destinadas aos colonos estão à espera de aprovação, disse a autoridade.
Os projetos de construção de colônias passam por várias etapas de aprovação antes de um parecer final.
"Cerca de 12.000 residências serão aprovadas em 2017", ressaltou a autoridade israelense, "quatro vezes mais que em 2016".
A colonização, que mais especificamente se trata da construção de assentamentos civis em território ocupado, é considerada ilegal pelas diretrizes do Direito Internacional. Grande parte da comunidade internacional a considera como um dos principais obstáculos na busca pela paz entre israelenses e palestinos.
A construção de casas de colonização é uma questão sensível em Hebron, cidade localizada ao sul da Cisjordânia, na qual vivem aproximadamente 800 judeus, que contam com forte proteção policial em meio a 200.000 palestinos.
