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Estado de Minas

China deve usar petróleo para pressionar Coreia do Norte, dizem EUA


postado em 14/09/2017 15:07

Londres, 14 - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, pediu nesta quinta-feira que a China use seu peso como principal fornecedor de petróleo para a Coreia do Norte para pressionar o isolado país a reconsiderar o desenvolvimento de armas nucleares.

O governo do presidente Donald Trump buscou impor um embargo de importações de petróleo para a Coreia do Norte no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, em resposta ao mais recente ataque nuclear de Pyongyang. A oposição de China e Rússia, porém, levou à aprovação de medidas mais brandas, embora tenha sido imposto um embargo às exportações de têxteis norte-coreanos, uma importante fonte de receita para o país.

Tillerson disse que será "muito difícil" para a China concordar com um embargo contra o vizinho, mas pediu que Pequim, como uma "potência mundial", use sua força como fornecedor de praticamente todo o petróleo da Coreia do Norte. "Este é um instrumento muito poderoso e ele já foi usado no passado", afirmou. "Nós esperamos que a China não rejeite isso."

A autoridade falou após conversas no Reino Unido e na França sobre como elevar a pressão sobre o autoritário governo de Kim Jong Un, enquanto ele se aproxima de ter um míssil nuclear que poderia ameaçar território americano.

A China se opõe ao desenvolvimento de armas nucleares da Coreia do Norte, mas teme que uma maior pressão econômica leve o vizinho ao colapso. O regime chinês quer que os EUA retomem negociações com os norte-coreanos.

Autoridades de EUA, Reino Unido e França também discutem a situação na Líbia, país que vive situação caótica após a queda do ditador Muamar Kadafi em 2011. O secretário das Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, afirmou que é possível atingir a paz na Líbia. Johnson disse que pode haver eleições no próximo ano na Líbia, mas antes é preciso promulgar uma Constituição.

Tillerson também se reuniu com a premiê britânica, Theresa May, para discutir a ameaça representada pelo Irã para a região do Oriente Médio. Fonte: Associated Press.

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