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Estado de Minas

Incêndio em escola da Malásia deixa 24 mortos, a maioria estudantes


postado em 14/09/2017 02:01

Vinte e quatro pessoas, a maioria estudantes, morreram em um incêndio que atingiu uma escola religiosa em Kuala Lumpur, na Malásia, na madrugada desta quinta-feira.

O incêndio aconteceu na escola religiosa Tahfiz Darul Quran Ittifaqiyah, localizada em Datuk Keramat, antes do amanhecer.

A princípio, os bombeiros comunicaram a morte de "23 estudantes e dois inspetores", mas a polícia revisou a informação para 24 mortos, sendo 22 estudantes e dois inspetores.

"Eu acho que este é um dos piores desastres de incêndios do país nos últimos 20 anos. Agora estamos investigando a causa do fogo", disse à AFP Khirudin Drahman, chefe do Departamento de Bombeiros e Resgate de Kuala Lumpur.

Outro funcionário do Departamento de Bombeiros no local disse que o incêndio atingiu os quartos antes do amanhecer, e que bombeiros chegaram na escola em poucos minutos.

"As crianças tentaram desesperadamente escapar das chamas, mas as grades impediram sua saída do prédio", declarou à TV o ministro dos Território da Federação Malaia, Tengku Adnan Tengku Mansor.

O diretor da polícia de Kuala Lumpur, Amar Singh, declarou que "os corpos ficaram completamente carbonizados".

"Infelizmente, havia apenas uma saída e não conseguiram escapar. Todos os corpos foram encontrados amontoados", revelou Singh, acrescentando que os alunos eram meninos de 11 a 17 anos.

Fotos publicadas pela imprensa local mostram camas cobertas de cinzas e o negro da fumaça. Testemunhas deram relatos aterradores sobre como os jovens tentaram, em vão, escapar das chamas, enquanto vizinhos ouviam seus gritos, impotentes.

"A escola religiosa não tinha licença de funcionamento concedida pelas autoridades locais. A escola não possuía nem o aval das autoridades religiosas locais. Numerosas outras escolas religiosas no país" operam ilegalmente, destacou o ministro dos Territórios.

O vice-ministro dos Territórios da Federação Malaia, Loga Bala Mohan, manifestou seu pesar aos familiares das vítimas e pediu que as causas da tragédia sejam apuradas rapidamente.

O jornal The Star informou que vizinhos à escola realizavam uma oração de madrugada quando ouviram gritos de pedido de ajuda enquanto o andar superior do prédio era devorado pelas chamas.

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