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Estado de Minas

No aniversário do 11/9, especialistas alertam para ameaça da Al-Qaeda


postado em 11/09/2017 20:37

A Al-Qaeda está em ascensão novamente à sombra do grupo do Estado Islâmico na Síria, 16 anos depois de os extremistas surpreenderem os Estados Unidos nos ataques de 11 de setembro de 2001, alertaram especialistas nesta segunda-feira.

Eles disseram que o Hayat Tahrir al-Sham (HTS), grupo sunita que no mês passado tomou o controle da cidade de Idlib, no norte da Síria, é simplesmente uma "nova marca" da Al-Qaeda, que se posiciona como mais moderada do que o Estado Islâmico ma esperança de um ressurgimento.

"O EI pode ser a ameaça terrorista preeminente de hoje, mas a Al-Qaeda na Síria é preocupante. É o maior afiliado global da Al-Qaeda neste momento", disse o ex-diretor da contra-terrorismo da Casa Branca, Joshua Geltzer.

Explicando a atual ameaça terrorista contra os Estados Unidos no grupo de pesquisa New America, Geltzer e outros especialistas disseram esperar que o HTS ocupe o espaço deixado pelo EI no campo de batalha na Síria e no Iraque.

Segundo eles, o HTS é somente uma mudança de nome. Ao consolidar o controle de grande parte da província de Idlib, ele eliminou ou absorveu grupos rivais e está modernizando sua propaganda seguindo o modelo do Estado Islâmico na internet.

"A organização parece ter mais vidas do que um gato", disse Daveed Gartenstein-Ross, coautor com Geltzer de um relatório da New America sobre a atual ameaça jihadista.

- 'Jihadistas moderados' -

Ele acredita que a Al-Qaeda seja uma organização "muito mais forte" do que em 2010, quando seu enfraquecimento propiciou o surgimento do Estado Islâmico.

"Ele (o grupo) habilmente se posicionou fora do EI para retratar sua organização como sendo de jihadistas moderados ".

Desse modo, o grupo tem mais popularidade e algum apoio oficial nos Estados do Golfo.

"Ser mais moderado do que o EI foi muito útil", opinou Gartenstein-Ross.

O relatório do New America ressalta a necessidade de se concentrar no Estado Islâmico como a ameaça externa mais perigosa no momento, observando que, desde o 11 de setembro, todos os ataques extremistas fatais nos Estados Unidos foram cometidos por cidadãos dos EUA ou por residentes permanentes.

Mas diz que a Al-Qaeda poderia retomar o papel da principal ameaça no futuro, reunindo seguidores desativados pelas táticas mais extremas do Estado Islâmico.

Enquanto o atual líder, Ayman al-Zawahiri, é rígido e sem inspiração, os líderes mais jovens de Idlib estão aprendendo o modo como o Estado Islâmico dominou o uso das mídias sociais para atrair seguidores.

"A Al-Qaeda na Síria sofreu alterações estéticas em seu formato de nome e organização, mas sem renunciar verdadeiramente à sua afiliação com a organização da mãe", apontou o estudo.

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