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Estado de Minas

ONU considera novas sanções contra Coreia do Norte


postado em 11/09/2017 13:10

O Conselho de Segurança da ONU vota nesta segunda-feira (11) uma série de novas sanções contra a Coreia do Norte por iniciativa de Washington, que acabou suavizando as demandas iniciais para buscar o apoio de Moscou e Pequim.

Depois que Pyongyang realizou o sexto - e mais potente - teste nuclear no início do mês, os Estados Unidos pediram a intensificação das ações internacionais contra o regime norte-coreano.

A votação no Conselho de Segurança da ONU acontecerá às 22h GMT (19h de Brasília), anunciou o presidente do organismo.

O projeto de resolução original pedia um rígido embargo do petróleo e o congelamento dos bens do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Mas o documento foi suavizado após vários dias de duras negociações com Rússia e China.

Agora, a resolução estabelece um embargo "progressivo" sobre o petróleo destinado à Coreia do Norte, em vez de um embargo total e imediato, segundo uma versão que circulava no domingo à noite.

Mantém-se o embargo sobre o gás, mas se limita o envio de refinados para 500.000 barris por três meses, a partir de outubro, e para 2 milhões de barris por 12 meses, a partir de 1º de janeiro.

Diante da oposição da Rússia e da China, o governo dos Estados Unidos também aceitou não congelar os bens do líder norte-coreano, Kim Jong-un, além de amenizar sua posição sobre os trabalhadores norte-coreanos expatriados e sobre a inspeção à força dos navios suspeitos de transportarem cargas proibidas pelas resoluções da ONU.

A proibição a todos os membros da ONU de importar produtos têxteis norte-coreanos permanece no texto, porém, assim como a proposta de incluir o oficial norte-coreano Pak Yong Sik, que dirige a indústria de mísseis do país, na lista negra.

Em outra mudança, a nova resolução apoia os esforços para resolver a crise atual por meio do diálogo e destaca a necessidade de "garantir uma estabilidade duradoura no nordeste asiático".

Grã-Bretanha e França - que junto com Estados Unidos, China e Rússia também têm poder de veto no Conselho de Segurança - expressaram seu total apoio a Washington.

Ainda não está claro se Moscou e Pequim apoiarão as novas sanções. Ambos são os principais parceiros de Pyongyang.

O Departamento americano de Energia estima que Pyongyang importa cerca de 10 mil barris de petróleo diariamente, quase tudo proveniente da China.

Além disso, de acordo com números das Nações Unidas, a Coreia do Norte importou produtos refinados avaliados em cerca de US$ 115 milhões da China no ano passado. E outros avaliados em cerca de US$ 1,7 milhão da Rússia.

"Nós fomos claros, junto com os americanos, que o petróleo deve ser incluído nas sanções", ressaltou a ministra sul-coreana das Relações Exteriores, Kang Kyung-Wha.

Quanto ao texto a ser adotado, a chanceler espera "consequências significativas em termos de aumento da pressão econômica sobre a Coreia do Norte".

Washington chegou a levantar a possibilidade de uma ação militar contra a Coreia do Norte e ameaçou romper seus laços econômicos com países que continuem a mantê-los com Pyognyang.

A Coreia do Norte, que costuma ameaçar abertamente Washington e seus aliados, garantiu nesta segunda-feira que não aceitará novas punições por seus programas militares.

O Ministério norte-coreano das Relações Exteriores prometeu "fortes" ações contra os Estados Unidos, as quais causariam ao país - segundo Pyongyang - "o maior sofrimento e dor em sua história".

No início do mês passado, o Conselho de Segurança restringiu a importação de carvão, ferro e produtos do mar da Coreia do Norte. Medidas essas que não impediram Pyongyang de lançar um míssil de médio alcance que sobrevoou o Japão em meados de agosto, assim como um teste nuclear em 3 de setembro.

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