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Estado de Minas

Espanhola da Cruz Vermelha é morta a tiros no Afeganistão


postado em 11/09/2017 10:37

Uma fisioterapeuta espanhola que trabalhava para a Cruz Vermelha no norte do Afeganistão morreu, após levar tiros de um paciente em uma cadeira de rodas - informaram as autoridades locais nesta segunda-feira (11).

A mulher, que não teve sua identidade divulgada, foi baleada dentro do centro ortopédico da ONG em Mazar-i-Sharif, disse à AFP o porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) no Afeganistão, Thomas Glass.

Ela foi rapidamente levada para o hospital da base militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Camp Marmal, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.

"Estamos abalados e arrasados", declarou o CICR Afeganistão em sua conta no Twitter, confirmando a nacionalidade da vítima.

Duas pessoas foram detidas, entre elas o suposto autor do ataque, de 21 anos, descrito pela Polícia como um "paciente regular".

"Escondeu, em sua cadeira de rodas, a arma que usou para atirar na vítima", disse à AFP o porta-voz da Polícia, Shir Khan Durrani.

O homem "abriu fogo contra ela, quando entrou na sala de consultas", acrescentou o subchefe de Polícia Abdul Razaq Qaderi.

Ainda não se sabe o motivo do assassinato.

O CICR tem sido alvo de vários ataques no norte do Afeganistão, onde talibãs e grupos ligados à organização extremista Estado Islâmico (EI) fazem o terror reinar.

A maioria dos programas da Cruz Vermelha nas regiões instáveis do norte do Afeganistão está em suspenso desde que seis funcionários do CICR foram mortos em fevereiro, após uma emboscada contra seu comboio na província de Jowzjan.

Dois membros da ONG levados como reféns durante esse ataque foram soltos na semana passada.

Nenhum grupo insurgente assumiu a autoria desses sequestros e assassinatos, mas a Polícia de Jowzjan atribui sua autoria a extremistas locais do EI.

Um funcionário espanhol da Cruz Vermelha foi sequestrado em dezembro passado, quando circulava com companheiros entre Mazar-i-Sharif e o reduto talibã vizinho de Kunduz. Foi libertado algumas semanas depois.

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