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Estado de Minas

Síria: ofensiva das forças curdo-árabes para expulsar o EI de Deir Ezzor


postado em 09/09/2017 12:55

Uma aliança de combatentes curdos e árabes, apoiada pelos Estados Unidos, iniciou neste sábado uma ofensiva para expulsar os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) do leste da província de Deir Ezzor, leste da Síria.

A aliança antijihadista das Forças Democráticas Sírias (FDS) já havia executado outra operação para expulsar o EI de seu reduto de Raqa (norte).

O exército sírio luta contra o grupo extremista na cidade de Deir Ezzor, capital da província, a última ainda sob controle dos jihadistas.

A ofensiva começou a partir das áreas controladas pelas FDS no norte da província, no limite com Hasake, dominada em sua maioria por estas forças curdo-árabes.

O objetivo é "libertar" as zonas do EI no sul da província de Hasake, assim como no "leste da província de Deir Ezzor", destacou Ahmad Abu Khawla, comandante do conselho militar de Deir Ezzor, um grupo armado aliado das FDS.

"Seguir para (a província de) Deir Ezzor é inevitável", afirmou à AFP Abu Khawla.

"Iniciamos a primeira etapa, para libertar as regiões ao leste do Eufrates, na província de Deir Ezzor".

"A operação começou e avançamos vários quilômetros, graças ao apoio aéreo da coalizão internacional" antijihadista liderada pelos Estados Unidos, completou.

Os combates se concentram em uma área desértica do nordeste de Deir Ezzor, de acordo com a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

"Os combates continuam e a coalizão bombardeia posições jihadistas para permitir o avanço das FDS".

Abu Khawla afirmou à AFP que "não há cordenação com o regime ou os russos" nos combates.

Mas o porta-voz da coalizão internacional, o coronel americano Ryan Dillon, recordou que existe uma "linha de não conflito com os russos" para evitar qualquer incidente aéreo.

Esta linha, que divide a província em duas, entre norte e sul do rio Eufrates, é considerada "necessária, em consequência do congestionamento aéreo no leste da Síria", onde operam aviões militares sírios, russos e da coalizão.

"O EI não terá refúgio no vale de Eufrates", disse o porta-voz.

Também neste sábado, o exército sírio rompeu o cerco imposto pelo EI em uma área do governo ao sul de Deir Ezzor que incluía o aeroporto militar, sitiada pelos extremistas há quase três anos, informou a agência oficial Sana.

A brecha ao cerco foi conquistada "depois que as forças que avançavam do cemitério ao sudoeste da cidade se uniram às forças que permaneciam na base aérea", destacou a Sana.

Na terça-feira, o exército rompeu o cerco dos jihadistas contra outro enclave governamental, ao oeste de Deir Ezzor, capital da província de mesmo nome, na região leste da Síria.

Desde 2014 o EI controla amplas faixas da província de Deir Ezzor, na fronteira com o Iraque, e 60% de sua capital provincial.

Os jihadistas haviam cercado dois enclaves do regime que resistiram durante anos, mas com a nova ofensiva, o governo sírio conseguiu romper os cercos.

O governo sírio afirmou que a "batalha contra os mercenários se aproxima do fim".

O conflito na Síria, que começou em 2011, deixou mais de 330.000 mortos e milhões de refugiados e deslocados.

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