A Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH) condenou nesta terça-feira a Rússia por uma lei de 2013 que reprime com multas e penas de prisão qualquer "propaganda" homossexual diante de menores de idade.
Esta legislação "estimulou a homofobia, que é incompatível com os valores de uma sociedade democrática", afirmaram os magistrados europeus.
Três ativistas russos, condenados por esta lei, recorreram à CEDH, que deu razão aos militantes.
Os três homens - Nikolay Bayev, Aleksey Kiselev e Nikolay Alekseyev - foram condenados na Rússia depois que exibiram uma faixa diante de uma escola na qual afirmavam que a homossexualidade é normal e não uma perversão.
Antes de recorrer à CEDH, os três perderam na Rússia todos os recursos apresentados contra a condenação.
A Corte Constitucional russa considerou que a proibição de propaganda homossexual é justificada pelo risco de "criar uma impressão deformada de equivalência social entre relações de casais tradicionais e não tradicionais" e orientar assim as crianças a uma via de relações sexuais não tradicionais ou homossexuais.
A CEDH determinou que as autoridades russas devem pagar aos denunciantes o total de 43.000 euros, a título de indenização.
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