O protesto contra o governo busca levar uma mensagem às Forças Armadas para que interrompam a repressão às manifestações, mas nunca chegou ao destino.
A procuradora-geral Luisa Ortega Díaz questionou nesta semana a atuação da polícia e da Guarda Nacional, o que lhe rendeu duras críticas vindas de alguns membros do governo. Os protestos dos últimos dois meses deixaram pelo menos 58 mortos, mil feridos e quase 300 detidos.
Ortega Díaz responsabilizou um guarda nacional por ferir mortalmente um jovem com uma bomba de gás lacrimogêneo em uma manifestação em Caracas, acusação que foi rechaçada pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, que disse que tal afirmação buscaria minar a liderança dos militares.
Após a declaração da procuradora, o vice-presidente do partido governista, deputado Diosdado Cabello, anunciou nesta sexta-feira que o governo utilizará a Assembleia Nacional Constituinte para "fazer uma revisão profunda do Ministério Público e que se acabe com a impunidade na Venezuela".
As Forças Armadas se converteram em um dos principais apoios do governo de Maduro, em meio à crise política desatada no fim de março após o Tribunal Supremo de Justiça tomar decisões restringindo o poder do Congresso, controlado pela oposição. As medidas do Tribunal Supremo foram depois revertidas. Fonte: Associated Press..