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Estado de Minas

Começa eleição presidencial no Irã


postado em 19/05/2017 01:52

Os iranianos começaram a votar, nesta sexta-feira, em eleições presidenciais onde o atual mandatário, o moderado Hassan Rohani, enfrenta o religioso conservador Ebrahim Raissi.

As seções eleitorais abriram às 03h30 GMT (00h30 Brasília) para 56,4 milhões de eleitores habilitados, que se pronunciarão entre a manutenção da política de abertura promovida por Rohani e o nacionalismo defendido por Raissi.

O governo de Rohani, 68 anos, é questionado por Raissi, 56 e ligado ao guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.

Khamenei votou logo após a abertura das urnas e declarou: "o destino do país está nas mãos dos iranianos".

Longas filas de eleitores começaram a se formar desde a manhã, em distintos pontos da capital.

Eleito pela primeira vez em 2013, com 50,7% dos votos no primeiro turno, Hassan Rohani tenta mais um mandato de quatro anos.

As eleições ocorrem em um ambiente de crescente tensão com os Estados Unidos, após a eleição de Donald Trump, que no sábado estará na Arábia Saudita, grande adversário do Irã na região.

O presidente iraniano recebeu o apoio de seu primeiro vice-presidente, Es-hagh Jahanguiri, outro reformista que retirou sua candidatura e fez campanha por Rohani.

A intenção de Rohani, apesar da hostilidade de Trump, é prosseguir com a abertura iniciada em julho de 2015 com o acordo nuclear histórico com as grandes potências, entre elas os EUA.

O acordo, assinado em julho de 2015 e que entrou em vigor em janeiro de 2016, prevê um controle internacional de caráter puramente civil e pacífico do programa nuclear iraniano em troca da suspensão das sanções que sufocavam a economia do Irã.

Na quarta-feira, Washington decidiu manter o alívio das sanções contra Teerã previsto no tratado, apesar da retórica da atual administração americana.

Até mesmo os detratores do acordo - como os caciques republicanos conservadores, altos funcionários israelenses e países árabes - admitem que o Irã tem respeitado seus compromissos.

O secretário de Estado, Rex Tillerson, reconheceu no mês passado no Congresso que Teerá tem permitido o acesso de inspetores internacionais a suas instalações nucleares e suspendeu suas atividades de enriquecimento de urânio.

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