O líder da oposição venezuelana Henrique Capriles denunciou que as autoridades do seu país o impediram de viajar para Nova York nesta quinta-feira para participar de uma reunião com o Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU.
"Eu não poderei participar da reunião com o Alto Comissariado para os Direitos Humanos.
Em outras imagens transmitidas pelo Periscope, Capriles aparece em uma sala da migração do aeroporto.
"Fui informado de que o meu passaporte foi cancelado", disse ele.
"Meu passaporte é válido até 2020. O que eles querem é que eu não vá para as Nações Unidas", acrescentou, observando que foi "detido" pelas autoridades.
Depois de deixar a área de migração, Capriles afirmou que estava retornando a Caracas para participar da marcha organizada pela oposição em rejeição ao que chamam de "repressão brutal" contra os protestos que já deixaram 43 mortos em sete semanas.
O líder da oposição deveria encontrar na sexta-feira o alto comissário Zeid Ra'ad Al Hussein.
No final de 2015, em Genebra, Maduro chamou de vergonhosa uma mensagem de vídeo em que o diplomata denunciava o assédio contra o sistema judicial venezuelano.
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