Dois morrem em tiroteio na Avenida Champs-Élysées, em Paris, que foi fechada após disparos

Segundo as primeiras informações, outros dois policiais foram feridos

ANSA

Champs-Elyseé foi fechada após tiroteio que deixou dois mortos - Foto: Ludovic MARIN / AFP
(ANSA) - Tiros de arma de fogo foram ouvidos na noite desta quinta-feira (20) na Champs-Élysées, a avenida mais célebre de Paris, capital da França.

Segundo a emissora "BFMTV", um policial teria morrido e outro estaria gravemente ferido.

O autor dos disparos teria sido "abatido". Segundo as primeiras informações, ele estaria parado em um sinal da avenida, quando o sinal ficou vermelho. Em seguida, ele desceu do carro e começou a atirar. Testemunhas dizem que um segundo atirador teria sido visto, mas a informação não foi confirmada. Desde às 20h, horário de Paris (16h de Brasília), a região está sendo evacuada pelas forças de segurança, que pediram para a população evitar a zona, uma das mais movimentadas da capital francesa.
Policial Jean-Paul Decellieres e Pierre Dartout, prefeito da Região da Champs-Elyseé, recomendam que as pessoas evitem passar pela região - Foto: AFP / MEHDI FEDOUACH
Uma investigação foi aberta pela divisão antiterrorismo da França e, segundo a  imprensa local, o atirador já era considerado radical pela polícia e tinha antecedentes criminais por agressão e distúrbio à ordem pública.

O episódio acontece a apenas três dias das eleições presidenciais na França e pouco mais de 24 horas depois da prisão de dois supostos terroristas que estariam planejando cometer atentados contra os candidatos.

Os suspeitos foram capturados em Marselha, onde a ultranacionalista Marine Le Pen faria um comício. Além disso, os serviços de segurança estão em alerta máximo para o risco de ataques na votação do próximo domingo (23).


A França é o país da Europa que mais sofreu atentados terroristas nos últimos anos, incluindo o massacre na redação do jornal "Charlie Hebdo", que matou 12 pessoas em janeiro de 2015, e a série de ataques na capital em novembro do mesmo ano, que fez 130 vítimas. Milhares de soldados e policiais armados foram enviados ao local para proteger pontos turísticos como a Champs Elysées e outros alvos em potencial, como prédios do governo e sítios religiosos.

 

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