Os 68 países que lutam contra o grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria se reúnem nesta quarta-feira em Washington, enquanto o presidente americano Donald Trump promete acabar com os extremistas, apesar da fragilidade da coalizão por divergências estratégicas.
O encontro representa um batismo de fogo para o discreto secretário de Estado americano, Rex Tillerson, que receberá dezenas colegas estrangeiros, muitos deles preocupados com o risco de unilateralismo do governo Trump.
O presidente americano foi eleito com base em um programa nacionalista e isolacionista.
Neste contexto, ele solicitou ao Pentágono um plano completo com o objetivo de acabar com o EI e "erradicar do planeta este inimigo abominável".
Ao receber na segunda-feira na Casa Branca o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, Trump reafirmou sua determinação de "se livrar" da organização sunita extremista, ao mesmo tempo que elogiou os progressos das forças de Bagdá para retomar Mossul, a segunda maior cidade do Iraque.
Abadi pediu que os Estados Unidos "acelerem" sua ajuda, lançando uma alfinetada ao ex-presidente Barack Obama considerando seu sucessor "mais envolvido" na luta contra o terrorismo.
As forças iraquianas, apoiadas pela coalizão internacional sob comando americano, lançaram em 17 de outubro a ofensiva para retomar Mossul, último grande reduto do EI no Iraque. Após reconquistar a zona leste em janeiro, os militares conduzem desde 19 de fevereiro de uma operação no oeste da cidade.
No Pentágono, estima-se que a vitória é inevitável em Mossul, embora combates intensos ainda sejam previstos no centro histórico.
Quanto à Síria, a capital autoproclamada dos extremistas, Raqa, está praticamente isolada, com as principais vias de comunicação cortadas pelas forças curdo-árabes aliadas da coalizão.
Os militares americanos acreditam que em breve o EI não poderá mais controlar esse reduto no vale do Eufrates.
No total, o Pentágono estima que o grupo perdeu 65% dos territórios que detinha em seu apogeu em 2014.
Ainda assim, a coalizão está enfraquecida por divergências entre alguns países membros sobre a estratégia a adotar.
Por exemplo, os Estados Unidos e a Turquia discordam sobre a força que deve liderar o assalto final a Raqa. Os turcos não querem a participação das milícias curdas YPG, consideradas pelo Pentágono como as mais eficazes e preparadas para retomar rapidamente Raqa.
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