O Peru tentava se recompor, neste domingo, dos estragos causados em sua costa pelos deslizamentos de terra e pedras, assim como pelo transbordamento dos rios que, após atingirem a capital, afetavam novamente o norte, inundando cidades e bloqueando estradas.
No sábado, uma forte cheia - a quinta dos últimos dias - chegou à cidade de Trujillo.
Os "huaicos", como são conhecidas no Peru as avalanches após fortes chuvas e transbordamento dos rios, voltaram a deixar as ruas da cidade cheias de lama e complicaram a operação no aeroporto local.
"Estou há mais de cinco dias preso em Trujillo.
As chuvas tampouco parava no norte. Em Piura, as ruas voltavam a ficar alagadas com a passagem do El Niño Costeiro.
As autoridades mantêm em 72 o número de mortos pelas inundações desde janeiro, segundo o primeiro-ministro, Fernando Zavala. Foram registrados 72.115 desalojados e 567.551 afetados.
"Haverá chuvas fortes em regiões do norte e no centro de Lima nos próximos dias, por isso a situação de alerta se mantém", comentou Zavala no sábado.
Enquanto isso, a ajuda humanitária é arrecadada pelo governo e por instituições privadas e enviada por meio de aviões e barcos. "Esta crise vai passar e enquanto isso devemos nos ajudar e nos solidarizar com as vítimas desses problemas", disse o presidente, Pedro Pablo Kuczynski.
As chuvas deixaram a cidade de Huarmey submersa, com relatos de alagamentos de mais de um metro de altura.
O prefeito de Huarmey, Miguel Sotelo, irrompeu em uma coletiva de imprensa do presidente na noite de sexta-feira para pedir ajuda.
O governo assegurou que estava resolvendo o problema. "Em Huarmey e Casma tivemos três pontes destruídas e recuperamos a conexão", explicou o ministro dos Transportes, Martín Vizacarra.
Na noite de sábado foi reportada a queda da ponte Virú, que liga Trujillo a Lima. "A ponte caiu, é a via que une o norte do Peru com Lima. Este é um pedido de ajuda", disse à imprensa o prefeito de Virú, Ney Gamez.
Vizcarra informou que estavam sendo levadas estruturas para recuperar a conexão com o norte do país em 24 horas.
O alerta vermelho para novos "huaicos" na capital foi retirado no sábado à noite e aos poucos o serviço de água potável era normalizado.
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