Santos arremeteu contra a corrupção ao tratar do tema.
"Não vamos permitir que essa maçã podre possa prejudicar esta grande revolução da infraestrutura que estamos realizando na Colômbia", afirmou Santos, ao inaugurar a ampliação de um aeroporto no departamento (Estado) de Chocó, região marcada pela pobreza no oeste da Colômbia.
Santos não pronunciou, porém, o nome da Odebrecht em nenhum momento de seu discurso. "A empresa, o que fez, pelo que vimos, é tratar de penetrar governos para suborná-los e ganhar licitações de forma fraudulenta. A Colômbia foi penetrada, mas esse governo fez um muro para essa empresa", declarou o presidente. Segundo ele, a Odebrecht não ganhou nenhum dos 22 projetos pelos quais concorreu durante seu mandato.
O procurador-geral colombiano, Néstor Humberto Martínez, disse que a Odebrecht fechou um contrato com uma companhia registrada no Panamá que está vinculada com a agência local de publicidade contratada por Santos durante a campanha de 2014 com o objetivo de se aliar com o governo para ganhar uma arbitragem de US$ 100 milhões de uma disputa pelo projeto de uma rodovia. Há um mês, Martínez também disse que tinha indícios de que a campanha de Santos teria recebido US$ 1 milhão da Odebrecht. As acusações podem prejudicar bastante o governo de Santos, já que em 14 meses haverá eleições para seu sucessor e ele necessita de uma coalizão no Congresso para implementar o acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
A Odebrecht também é acusada de acobertar gastos de Oscar Iván Zuluaga, rival de Santos na disputa presidencial de 2014. Fonte: Associated Press..