Florencia e Máximo, filhos dos ex-presidentes da Argentina Néstor e Cristina Kirchner, compareceram nesta segunda-feira ante os tribunais para depor em um caso por suspeita de corrupção envolvendo os negócios imobiliários da família.
A ex-presidente também foi convocada para comparecer em audiência com o juiz federal Claudio Bonadio, que investiga se os negócios imobiliários dos Kirchner escondem cobranças de subornos em contratos de obra pública durante os doze anos de governo kirchnerista (2003-2015).
Centenas de militantes com bandeiras do grupo kirchnerista acompanharam os filhos dos Kirchner em seu primeiro comparecimento aos tribunais.
Florencia, a mais nova dos Kirchner, de 26 anos, é acionista da sociedade familiar Los Sauces que Bonadio investiga.
Florencia Kirchner é suspeita de fazer parte de uma organização criminosa que teria iniciado suas atividades em maio de 2003.
Sua mãe, a ex-presidente, informou ao juiz que em maio de 2003, sua filha "tinha apenas 12 anos de idade".
Máximo não pode ser preso porque tem imunidade como deputado federal. O filho mais velho de Cristina, de 40 anos, é acionista e administrador da empresa familiar.
Ambos rejeitaram as acusações, não quiseram responder perguntas e deixaram os tribunais em meio a um cerco policial sem dar declarações.
A ex-presidente denunciou "uma descomunal campanha de perseguição midiático-judicial" contra ela e sua família.
"Tudo isso vem acontecendo enquanto os problemas dos argentinos continuam se agravando por causa das políticas do atual governo, situação que pretende ser ocultada e manipulada através da atuação coordenada de uma aliança política, midiática e judicial", afirmou nas redes sociais.
Kirchner enfrenta numerosos casos na justiça em que é acusa de enriquecimento ilícito, abuso de autoridade, subornos e lavagem de dinheiro.
No mês passado a ex-mandatária cancelou um viagem ao exterior junto com sua filha por considerar que não tem "garantias constitucionais" para deixar o país no contexto das ações judiciais contra ela.
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