A presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) Janet Yellen disse nesta sexta-feira que seria apropriado subir as taxas de juros este mês se o emprego e a inflação continuarem de acordo com as expectativas.
Yellen também defendeu o desempenho do Fed em termos de política monetária ao indicar que a entidade não foi descuidada em subir as taxas e sim observou que a recuperação da economia foi lenta e a inflação foi baixa.
"Se o emprego e a inflação continuarem a evoluir conforme nossas expectativas, um novo ajuste das taxas federais será, neste caso, justificado", declarou durante um discurso em Chicago (norte).
Este seria o terceiro aumento desde a eclosão da crise financeira no final de 2008 e o primeiro desde a posse de Donald Trump, em janeiro.
As taxas de juros, que afetam em particular o custo do crédito, operam atualmente em um intervalo entre 0,50% e 0,75%.
De acordo com Yellen, o acirramento da política monetária seria justificado por causa das perspectivas econômicas "encorajadoras" nos Estados Unidos e devido ao enfraquecimento "aparente" dos riscos externos.
Nos últimos dois anos, o Fed suspendeu em várias ocasiões sua normalização monetária frente ao choque do Brexit britânico e as turbulências financeiras da China.
Em seu discurso, Yellen também respondeu àqueles que criticaram o Fed por, segundo eles, esperar muito tempo para encerrar sua política de taxa de juro zero, criada para apoiar a recuperação econômica americana.
"Não vejo nenhum sinal de que o Federal Reserve tardou a agir", declarou.
Ainda assim, exceto por uma piora nas perspectivas econômicas, o processo de endurecimento da política monetária não será "tão lento" como foi em 2015 e 2016.
Vários economistas assinalam que o índice de inflação preferido pelo Fed está subindo e se aproximando da meta anual de 2%, mas Yellen e outros membros do Fed apontam que este aumento se deve, em grande parte, ao incremento dos preços da energia.
